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Ucrânia: EUA e UE discutem diálogo com Rússia para reduzir tensões

A subsecretária de Estado norte-americana, Wendy Sherman, reuniu hoje com os embaixadores dos países da União Europeia (UE) para discutir as negociações desta semana com a Rússia sobre a situação na Ucrânia.

12/01/2022  Última atualização 11H06
© Fotografia por: DR

A embaixadora dos EUA junto na NATO, Julianne Smith, confirmou que Sherman participou numa reunião da Comissão Política e de Segurança da UE (COPS), em que estão representados os embaixadores dos 27 países, depois de abordar com os aliados, no quartel-general da NATO, os resultados da reunião realizada na segunda-feira em Genebra com uma delegação diplomática russa.

No encontro, o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, pediu que a UE se envolva em qualquer discussão sobre segurança na Europa.

"Não tomaremos decisões sobre a Ucrânia sem a Ucrânia, sobre a Europa sem a Europa ou sobre a NATO sem a NATO", garantiu Smith, respondendo ao repto de Borrell.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, já saudou a "unidade” do seu país com os aliados da NATO contra a posição russa.

"As conversas de Genebra mostraram que a nossa força está na unidade e coerência de posições vis-a-vis (…) os ultimatos russos”, disse Kuleba, numa conversa telefónica com o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, de acordo com um comunicado do Governo ucraniano.

O diálogo estratégico entre os Estados Unidos e a Rússia terminou com posições que permanecem desencontradas: Moscovo pede que Washington e a NATO recuem na Europa de Leste, enquanto a diplomacia norte-americana defende que ninguém pode exigir de outros países a quem se aliar.

A embaixadora dos EUA na NATO deixou claro que nenhum aliado estará disposto a negociar a política de abertura da organização, que levou os aliados, na cimeira de Bucareste de 2008, a determinar que a Ucrânia e a Geórgia poderiam integrar a Aliança Atlântica.

"Existem muitas perspetivas diferentes entre os 30 aliados, mas sinto que há uma ampla unidade nesta questão", explicou Smith.

A embaixadora insistiu que os Estados Unidos continuam a apoiar a soberania e a integridade territorial da Ucrânia e que a Rússia deve tomar medidas para reduzir a tensão gerada pelo seu reforço militar "não provocado" com aquela ex-república soviética.

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