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Tunísia deixa Qatar com vitória histórica

A Tunísia despediu-se do Campeonato do Mundo de futebol, que decorre em Qatar, com uma vitória histórica sobre a França, campeã em título, na terceira jornada do Grupo D da fase regular.

01/12/2022  Última atualização 07H40
© Fotografia por: DR

O golo de Khazri no início da segunda etapa marcou pela primeira vez o triunfo da selecção tunisina sobre os franceses, que jogaram sem os titulares.

Com objectivo de chegar à outra fase, mesmo pendente da Austrália, a Tunísia impôs-se no jogo nos primeiros minutos com pressão à selecção francesa. A selecção africana contou com o apoio dos adeptos em grande número no Estádio Education City que vaiaram a Marselhesa, o hino da França. A Tunísia foi colónia francesa nos séculos XIX e XX e declarou a independência apenas em 1956.

Os tunisinos viram a França de Didier Deschamps liderar o grupo com seis pontos, resultante de duas vitórias, seguido pela Austrália com os mesmos pontos, mas com saldo de golos inferior (3 a 1). De regresso a casa, viu a companhia da Dinamarca.

História do jogo

Aos sete minutos, os comandados de Jalel Kadri abriram o placar depois de uma bola parada. Khazri cobrou uma falta na área, Ghandri antecipou-se e desviou a bola para o fundo da rede. O defesa tunisino viu o golo anulado por estar ligeiramente adiantado.

A França conseguiu ter a posse de bola por um pouco e ensaiou uma reacção. Com a aproximação do intervalo, os tunisinos foram mais perigosos. Em duas oportunidades assustaram os franceses. O inconformado Khazri teve a bola aos pés. A primeira vez rematou fora da área e obrigou Mandanda a fazer a defesa apertada. Na segunda, recebeu o passe de Slimane e cruzou rasteio na pequena área, mas não tinha ninguém para completar a jogada.

A festa africana acontece na segunda etapa. A Tunísia era a mais efectiva e perigosa. Aos 12 minutos, Skhiri ganhou de Fofana e tocou atrás para Laidouni que accionou Khazri. O camisa 10 passou por dois adversários e rematou à saída de Mandanda, abrindo o placarde. Em decorrência do lance, o autor do golo lesionou-se e foi substituído.

O seleccionador francês não gostou de ficar atrás no placard e providenciou a entrada de alguns titulares. Mbappé, Rabiot e Saliba entraram na quadra numa só sentada. Pouco depois, Griezmann e Dembelé entraram para melhorar o sector ofensivo.

As mudanças surtiram efeitos. Na recta final, a França levou mais perigo à baliza tunisina e teve mais posse de bola. O golo de empate era o objectivo imediato. No último lance do jogo, Griezmann ficou com a bola após a defesa tunisina afastar mal. Encheu o pé e desferiu um golpe. A bola resvalou no guarda-redes Dahmen e balanceou as redes.

O VAR verificou o lance e chamou o árbitro de campo. Matt Conger confirmou o impedimento de Griezmann e invalidou o golo francês.

AUSTRÁLIA X DINAMARCA

Com o selo de Doha, a Austrália ganhou à Dinamarca por 1-0 e carimbou o passaporte para os oitavo-de-final. Os australianos fazem a festa por voltar a vencer pela segunda vez consecutiva num campeonato do mundo.

Com a derrota, os europeus regressam a casa com as contas por se apurar. Só no final da competição, saberão qual é o valor atribuído pela FIFA pela participação no Mundial de Qatar'2022.

Griezmann valoriza vitória dos africanos

O atacante francês Griezmann destacou a reacção dos tunisinos, adversários na terceira jornada do Grupo D da fase regular do Campeonato do Mundo que decorre no Qatar, e ressaltou o objectivo da equipa treinada por Didier Deschamps. A derrota dos campeões mundiais (0-1) não se reflectiu na classificação do grupo.

"É complicado jogar esses tipos de partidas com muita mudanças e usamos muito o banco de suplentes. Eles deram tudo de si, mas estamos classificados. Isso é o mais importante", disse o canhoto francês após o apito final.

O jogador do Atlético de Madrid marcou o golo na recta final da contenda, mas viu o VAR recomendar ao árbitro a anulação do tento.

A França entrou no jogo já com o visto para os oitavos de final e cumpria calendário para confirmar a liderança do grupo. Didier Deschamps optou levar uma equipa alternativa.

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