Política

Trump considera corajosas reformas políticas em curso

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou corajosas as reformas políticas e económicas que o Presidente da República, João Lourenço, tem implementado ao longo dos dois anos de mandato. Donald Trump, que falava, terça-feira, na cerimónia de recepção das cartas credenciais do novo embaixador angolano naquele país, Joaquim do Espírito Santo, encorajou os esforços do Governo angolano no combate à corrupção e na diversificação da economia.

19/09/2019  Última atualização 06H00
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O Presidente norte-americano garantiu um "forte apoio" dos Estados Unidos da América às reformas políticas e económicas em curso em Angola. Donald Trump, que falava em resposta à intervenção do embaixador Joaquim do Espírito Santos, assinalou que o diplomata angolano chega num "mo-mento importante das relações entre os Estados Unidos e Angola, após um ano de troca de visitas de alto nível, que aprofundaram o relacionamento bilateral."
O estadista norte-americano recomendou ao Governo angolano a acção de "promover um ambiente atraente para o investimento estrangeiro directo e de incentivar um maior envolvimento das empresas americanas, que, acreditamos, oferecem valências incomparáveis."
Donald Trump indicou que o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, reafirmou a parceria estratégica durante o encontro que manteve com o ministro angolano das Relações Exteriores, Manuel Augusto, em Agosto passado.
No mês passado, o governante angolano manteve um encontro com o homólogo Mike Pompeo, à margem da "The New Angola: A conversation with Foreign Minister Manuel Augusto”, que aconteceu em Washington, a qual analisou os desafios do país.
O Presidente norte-americano disse que está "ansioso para trabalhar" com o novo embaixador angolano, para expandir as relações existentes entre os dois países. "Reitero a minha vontade de trabalhar para fazer avançar a nossa agenda comum e aprofundar os laços entre os nossos dois países", disse Donald Trump.

Ajuda ao Zimbabwe

Donald Trump aplaudiu a liderança de Angola em África, particularmente, o apoio para a transição pacífica na Republica Democrática do Congo e a mediação de um conflito de longa data entre Uganda e Ruanda.
"Insto Angola a ajudar a facilitar também a reforma política e económica no Zimbabwe", disse o Presidente norte-americano.
O embaixador Joaquim do Espírito Santos aproveitou a ocasião para transmitir ao Presidente Trump uma saudação "calorosa e cordial" do povo angolano. O diplomata assegurou ao Presidente Trump que Angola está actualmente a desfrutar de dividendos da paz e a consolidar a reconciliação nacional, fortalecendo as instituições democráticas, a fim de melhorar a defesa dos direitos humanos e "governance", reduzir a pobreza e combater a corrupção, para promover a re-construção nacional e o crescimento económico.
"No quadro da sua estratégia de política externa, Angola tem sido um parceiro activo e consequente dos Estados Unidos na África Subsaariana, uma vez que ambos os países compartilham pontos de vista e preocupações comuns sobre questões relacionadas com a paz, a segurança e o desenvolvimento, em especial no respeitante a prevenção e resolução de conflitos em África", disse o embaixador.
Joaquim do Espírito Santo sublinhou que o Memorando de Entendimento, que estabelece a Parceria Estratégica baseada no diálogo, a elegibilidade de Angola à Lei de Oportunidades para o Crescimento de África (AGOA), e a assinatura dos Acordos - Quadro sobre Investimentos em Comércio (TIFA) são o testemunho do valor da diplomacia e pilares fundamentais para estimular uma cooperação construtiva nos domínios económico e comercial e instrumentos para fortalecer as nossas relações bilaterais existentes.
O embaixador disse que é desejo do Governo angolano que o diálogo bilateral, no âmbito desta plataforma diplomática consentânea com os actuais interesses e expectativas de ambos os países, seja cada vez mais intenso, produtivo e conducente a níveis mais altos de engajamento para criar oportunidades de cooperação bilateral, regional e internacional.
"As reformas económicas em curso em Angola estão a dar resultado e uma recuperação, em 2019, está no horizonte, o que não só vai aliviar os seus problemas económicos, como também vai permitir ter mais oportunidades para o investimento estrangeiro e expandir as nossas relações económicas além do sector petrolífero", disse.
O embaixador reconheceu que, "não obstante o progresso alcançado nas relações bilaterais entre Angola e os Estados Unidos, ao longo dos anos, muito ainda precisa ser feito."
"Por essa razão, é meu desejo firme concentrar os meus esforços em acções positivas que contribuam para a ampliação e o aprofundamento das relações políticas e económicas entre os nossos países em ambas as esferas, bilateral e multilateral", referiu Joaquim do Espírito Santo.
O diplomata garantiu que o Governo angolano qualifica os Estados Unidos como um "parceiro da linha de frente", que pode ser invocado em todos os momentos, na busca da paz, prosperidade e bem-estar de todos os angolanos.

Analista aborda o “bom momento nas relações bilaterais”

Perspectivas animadoras abrem-se no relacionamento entre Angola e os Estados Unidos da América, num momento em que os dois países apostam no reforço da sua parceria estratégica, avaliou, ontem, em Luanda, uma fonte diplomática ligada ao assunto.
A fonte comentava à Angop sobre a recente apresentação das cartas credenciais do novo embaixador angolano nos Estados Unidos da América, Joaquim do Espírito Santo, ao Presidente norte-americano, Donald Trump.
De igual modo, chamou a atenção para o facto de o Presidente angolano, João Lourenço, ter em agenda actividades paralelas, que visam dar a conhecer ainda mais Angola entre os norte-americanos, durante a sua próxima visita aos EUA, onde participará nos trabalhos da Assembleia Geral das Nações Unidas.
A mesma fonte admitiu que o Presidente angolano poderá manter encontros com diplomatas, empresários, jornalistas e outras personalidades norte-americanas.
Donald Trump disse, na cerimónia de apresentação das cartas credenciais do embaixador Espírito Santo, que o diplomata angolano chegava num momento “importante” das relações entre os Estados Unidos e Angola, após um ano de troca de visitas de “alto nível” que “aprofundaram” o relacionamento entre os dois países.

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