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Tribunal na Nigéria recusa liberdade de Nnamdi Kanu

Um tribunal nigeriano rejeitou esta quarta-feira (18) o pedido de libertação sob caução apresentado pelo líder do grupo separatista Povo Indígena de Biafra, no reinício dos processos judiciais contra Nnamdi Kanu, segundo a imprensa nacional.

18/05/2022  Última atualização 17H48
Nnamdi Kanu © Fotografia por: DR

O jornal Premium Times escreve na sua edição de hoje que a juíza Binta Nyako disse que "o pedido de fiança do arguido é prematuro neste momento, tendo violado previamente todas as condições de libertação sob fiança que lhe foram concedidas".

Kanu enfrenta uma série de acusações, incluindo terrorismo, traição e posse ilegal de armas, acusações que rejeita e pelas quais em Outubro exigiu que fossem retiradas e que fosse libertado.

Os processos contra o líder biafrense começaram após a sua detenção em 2015, embora tenham sido suspensos em 2017 depois de ter logrado fugir do país após uma operação de segurança em sua casa no estado de Abia, iniciada logo após ter sido libertado sob fiança em Abril daquele ano.

Capturado e extraditado para a Nigéria em Julho de 2021, sem que mais detalhes fossem divulgados, o próprio Kanu apresentou uma acção contra autoridades quenianas em Setembro de 2021 pelo que descreve como uma extradição ilegal para Abuja.

O Povo Indígena de Biafra (Ipob, na sigla em inglês), organização fundada por Kanu no Reino Unido em 2014 e declarado grupo terrorista por Abuja, estabeleceu-se como a voz dos biafrenses, nomeadamente graças à Rádio Biafra, que transmite de Londres para o sudeste da Nigéria.

Nnamdi Kanu, que tem dupla cidadania nigeriana e britânica, lidera a campanha do Povo Indígena do Biafra pela secessão da Nigéria dos Ibo, o terceiro maior grupo étnico do país.

O dirigente é acusado de liderar actividades consideradas como terrorismo e instigar a violência no sudeste da Nigéria, incluindo uma fuga da prisão no estado de Imo no ano passado que levou à fuga de quase 2.000 presos.

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