Sociedade

Tribunal absolve taxistas

André da Costa

Jornalista

A 6ª Secção do Tribunal Provincial Luanda absolveu, ontem, onze taxistas acusados de participaram de um Motim (crime previsto e punível pelo artigo n.º 298 do Código Penal), que resultou na vandalização, no município do Cazenga, de uma ambulância do Centro Médico da Paz.

12/01/2022  Última atualização 08H58
Tribunal Provincial Luanda © Fotografia por: DR
A juíza da causa, Josina Falcão, considerou haver insuficiência de provas nas acusações apresentadas ao Tribunal pelos efectivos da Polícia Nacional do Comando Municipal do Cazenga, onde o caso teve lugar. Josina Falcão disse que não pode condenar os acusados sem provas materiais. As acusações constantes do Auto de Notícia, da Polícia do Cazenga, notam que, por volta das 10 horas de segunda-feira, os taxistas, com  pedras, paus e ferros, fecharam a via pública, na rua Ngola Kiluanji.

De acordo com a juíza, os efectivos da Polícia receberam informações de que os taxistas vandalizaram viaturas que ali circulavam, incluindo uma Land Cruiser ambulância, pertença do Centro de Saúde da Paz, tendo quebrado o vidro traseiro do carro. A informação terá sido dada pelo coordenador do centro, António Moniz, aos efectivos da corporação.

Ouvidos os 11 arguidos e os declarantes, o Tribunal deu como provado o facto de, na segunda-feira, o declarante Eliandro Serafim ter recebido uma comunicação do Comando Municipal da Polícia Nacional do Cazenga, sobre actos de vandalismo nos arredores do Imbondeiro da Manauto 7, local em onde havia taxistas que, supostamente, estavam a retirar passageiros de viaturas de táxi, que não aderiram à greve, impedindo-os de trabalhar.

A juíza disse que as provas eram insuficientes para condenar os acusados, pelo que, os mandou para casa em paz. Os absolvidos choraram de emoção, em sinal de satisfação pela absolvição. O taxista Laurindo Eduardo, 30 anos de idade, visivelmente emocionado, disse que sempre acreditou na imparcialidade da Justiça.


Justiça feita

O presidente da Nova Aliança dos Taxistas de Angolano, ANATA, Francisco Paciente, considerou que foi feita Justiça, uma vez que não havia acusação de vandalismo associado aos taxistas, augurando que a Polícia trabalhe de forma imparcial, para evitar a prisão de pessoas sem culpa formada.

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