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Três em cada quatro crianças em Angola vivem na pobreza

Três em cada quatro crianças e adolescentes em Angola vivem em situação de pobreza e privadas de saúde, nutrição, educação e acesso à água e saneamento, revela um estudo divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) que indica que o Cunene é a província que apresenta maior taxa de pobreza infantil.

21/12/2018  Última atualização 11H54
Victor Pedro | Cuanza Sul | Edições Novembro © Fotografia por: Muitas crianças não têm acesso à saúde, água e saneamento

De acordo com o estudo intitulado “Criança em Angola, uma análise multidimensional da pobreza infantil”, as privações condicionam o pleno desenvolvimento das crianças em áreas essenciais e constituem uma ameaça para a sua sobrevivência.
 O estudo que resultou na produção de um relatório, foi desenvolvido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em parceria com a União Europeia e dá conta que as privações na infância prejudicam o desenvolvimento físico, psicológico e social.
 Com base em dados estatísticos resultantes do Inquérito de Indicadores Múltiplos de Saúde 2015- 2016, do Instituto Nacional de Estatística, o estudo teve como objectivo medir a pobreza infantil multidimensional onde foram contemplados aspectos como a protecção infantil, prevenção da malária, entre outros.
 As crianças que vivem em zonas rurais enfrentam mais privações, relativamente às que vivem em zonas urbanas, explica o documento, referindo que 62 por cento dos menores vivem entre uma a três necessidades e nas áreas rurais cerca de 72 por cento sofrem de cinco a seis privações.
Uma análise detalhada da situação das crianças no país contribui para fornecer dados concretos que podem servir como ferramenta para delinear políticas e intervenções que visam melhorar o desenvolvimento e bem-estar sustentado desta franja da população.
 Para reduzir a pobreza na infância e adolescência é preciso investir em acções que beneficiem igualmente os pais ou responsáveis destas crianças e adolescentes.
 O secretário de Estado da Economia e Planeamento reconheceu que a melhoria da qualidade de vida das famílias angolanas, bem como a redução da pobreza, desigualdades e a promoção do nível de desenvolvimento humano são condições essenciais para o progresso económico e social do país.
  Manuel da Costa Neto sublinhou que o bem estar dos cidadãos é um dos eixos do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2022 . O responsável disse que todos os pontos constituem prioridades para o Executivo e de-monstram a importância que o Governo angolano consagra à redução da pobreza infantil, com o propósito de melhorar o capital humano  enquanto ingrediente essencial para o crescimento endógeno da economia.
 Na ocasião, o representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância em Angola (UNICEF), destacou que a atenção a prestar às crianças e adolescentes deve ser contínua e prioritária.
 Abubacar Sultan manifestou a sua satisfação pela implementação do Plano Nacional de Desenvolvimento  2018 -2022 e recomendou a análise dos resultados que o relatório apresenta aos académicos, sociedade civil e órgãos de decisão de modo a permitir as mudanças necessárias.

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