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Transplante de órgãos em Angola começa a partir do próximo ano

Adelina Inácio

Angola começa a realizar transplante de órgãos a partir do primeiro trimestre do próximo ano, como anunciou a ministra da Saúde, no final da reunião Plenária de encerramento da 5ª Sessão Legislativa da IV Legislatura da Assembleia Nacional, realizada segunda-feira, em Luanda.

17/08/2022  Última atualização 09H58
Sílvia Lutucuta destacou as inúmeras vantagens da implementação destes procedimentos cirúrgicos no país © Fotografia por: Paulo Mulaza | Edições Novembro

Sílvia Lutucuta destacou que, com base nos diplomas aprovados pelo Parlamento,  o sector da Saúde vai começar a fazer os transplantes menos complexos, como o de rins e da medula óssea. O  Instituto Hematológico Pediátrico, acrescentou, vai ser a principal referência neste género de intervenção cirúrgica. "Estamos a criar as condições técnicas e humanas para iniciarmos o projecto”, disse.

A ministra anunciou também o início dos tratamentos para a realização da fertilização "in vitro”. "Neste género de procedimento também vamos começar pelos menos complexos, para depois avançarmos com a fertilização ‘in vitro’. No primeiro trimestre do próximo ano vamos ter muitas inovações no sector da Saúde”, garantiu.

Para Sílvia Lutucuta, o sector da Saúde teve um balanço positivo no Parlamento, com a aprovação de leis importantes para a área. "Não foi só na Assembleia Nacional. Outros diplomas legais também foram aprovados pelo Conselho de Ministros, que representam um ganho, especialmente para o cumprimento do Plano Nacional de Desenvolvimento”, disse.

O sector da Saúde, adiantou, teve muitos ganhos nos últimos anos, em especial à área de Recursos Humanos,  através da realização de vários concursos públicos, "cujo resultado foi o enquadramento de mais de 33 mil profissionais”.

A complementar o processo de admissão destes quadros, revelou, está em carteira uma acção de formação de técnicos especializados.

"Tivemos ganhos significativos em infra-estruturas, de todos os níveis, desde o terciário, ao secundário  e primário, com infra-estruturas erguidas, com verbas do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios”, destacou.


Substuição da medula óssea

O transplante de medula óssea é um tipo de tratamento proposto para algumas doenças que afectam as células do sangue, como as leucemias e os linfomas e consiste na substituição de uma medula óssea doente ou deficitária, por células normais de medula óssea.

Este tipo de tratamento é proposto em casos de doenças no sangue como a anemia grave (que se caracteriza pela falta de produção de células do sangue na medula óssea) e em alguns tipos de leucemias (como os cancros que comprometem os leucócitos).

O processo tem início com testes específicos de compatibilidade, onde são analisadas amostras do sangue do receptor e do doador, buscando a melhor compatibilidade possível a fim de evitar processos de rejeição da medula pelo receptor, bem como outras complicações como a agressão de células do doador.

 

Os rins

O transplante dos rins é uma opção de tratamento para os pacientes que sofrem de doença renal crónica avançada. No transplante renal, um rim saudável de uma pessoa, viva ou falecida, é doado a um paciente portador de insuficiência renal crónica avançada. Através de uma cirurgia, esse rim é implantado no paciente e passa a exercer as funções de filtração e eliminação de líquidos e toxinas.

O transplante renal é considerado a mais completa alternativa de substituição da função renal. Tendo como principal vantagem a melhor qualidade de vida, pois o transplante renal garante mais liberdade na rotina diária do paciente.

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