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Tráfico de combustível atinge níveis preocupantes

Os casos de contrabando de combustível no município de Mbanza Congo, província do Zaire, estão a atingir níveis alarmantes, situação que preocupa o Serviço da Investigação Criminal (SIC), que trabalha para combater esta tendência.

31/10/2019  Última atualização 09H32
Angop

Com base nisso, responsáveis do SIC e proprietários de postos de combustível juntaram-se à mesma mesa no sentido de encontrar-se a melhor via para combater tal prática, que acarreta consequências adversas. 

No encontro presidido pelo comandante provincial do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, subcomissário Daniel Fernando, em representação do delegado provincial do Ministério do Interior do Zaire, participaram, igualmente, autoridades tradicionais dos vários bairros de Mbanza Kongo.
O SIC suspeita que o número exagerado de bombas de combustível existentes, principalmente ao longo da estrada entre Mbanza Kongo e Luvo, esteja a alimentar o contrabando de combustível para a República Democrática do Congo (RDC).
O director adjunto do SIC no Zaire, superintendente Samuel Malulu, defendeu a tomada de medidas urgentes, para combater o contrabando de combustível que, além de ser uma actividade ilegal, acarreta consequências adversas, na medida em que o combustível é manuseado em locais sem a observância de medidas de segurança.
Durante o encontro, Samuel Malulu disse que ao longo da estrada entre Mbanza Kongo e a comuna fronteiriça do Luvo existem 22 postos de abastecimento de combustível, o que considera um número exagerado para uma via de pouco mais de 60 quilómetros, cujo tráfego rodoviário não justifica a presença destas bombas.
As autoridades tradicionais acusaram os órgãos do Ministério do Interior na região de serem cúmplices dos contrabandistas que, diariamente, escoam grandes quantidades de cisternas de combustível para a RDC, através dos chamados caminhos “fiote” (caminhos pequenos).
O soba do bairro Sagrada Esperança, Manuel Tulomba Manso, não entende como as cisternas de combustível, que alimentam o contrabando, chegam à região, quando se sabe que ao longo da estrada nacional número 100, que liga Mbanza Kongo à capital do país, Luanda, existem vários controlos.

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