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Editorial

Luanda completa esta semana, mais um ano de existência, mais um aniversário. A data é festiva, mas também de reflexão, para uma análise sobre o passado, o presente e sobre as ideias desenhadas para os próximos tempos. Para construir o futuro é necessário conhecer o passado. Serão 447 anos de existência, de muitos projectos feitos, desafios, obstáculos e, também, de muitas realizações.

23/01/2023  Última atualização 06H10

Estes itens, uma vez colocados na balança, definirão os resultados. Permitirão saber se nesse período foi possível constatar algum crescimento ou, pelo contrário, alguma estagnação ou mesmo um retrocesso.

Portanto, a cidade está em festa e várias manifestações culturais se fazem sentir, para marcar condignamente a efeméride. Incluem palestras, debates, documentários, teatro e outras, todas elas incidindo no significado e na história da data. A ideia é preparar as novas gerações para o domínio de matérias de interesse sobre a capital do país.  

Além das festas, há questões que precisam de ser analisadas, discutidas e buscar soluções concertadas, na base de um envolvimento de todas as forças vivas que fazem parte desta urbe.

Projectada para 500 mil habitantes, conforme reza a história, Luanda está hoje a abeirar os nove milhões. Projecta-se para o próximo ano um novo censo geral da população e, sem medo de errar, podemos arriscar uma grande subida desse número, que, entretanto, diga-se, não é oficial.

Houve necessidade de o Governo Provincial envolver-se em esforços no sentido de compensar de tentar adequar a estrutura à pressão populacional existente. É, na verdade, um esforço nada fácil. A chuva continua ser a grande dor-de-cabeça. Por isso não foi ao acaso que uma das primeiras frentes a ser atacada pelo actual governador de Luanda, Manuel Homem, tenha sido o saneamento básico e o desassoreamento das valas de drenagem, um trabalho muito elogiado pela população.

Estão a ser, igualmente, dignos de nota, os esforços para a melhoria das condições dos hospitais, no âmbito da humanização dos serviços para melhor servir a população. Está, pelo menos, o jovem governador, a ser muito interventivo e a dar mostras de grande solidariedade em relação aos problemas que afectam as populações.

Tem sido, bastas vezes, visto a abandonar o conforto do seu lar para atender situações imprevistas, como acidentes e outros infortúnios. A chuva deixa atrás de si, regra geral, um rasto de destruições e a pronta intervenção tem sido a medida das necessidades. Nisto, o governo conta não só com o empenho dos administradores, mas também da sociedade civil organizada em associações.

A Educação tem merecido, igualmente, uma atenção especial, com a construção e a reabilitação de escolas. Com a execução de projectos, no âmbito do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), as preocupações são ainda maiores. 

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