Coronavírus

Timor-Leste regista 116 novos casos

O Timor-Leste registou, ontem, 116 novos casos de infecção com a SARS-CoV-2, dos quais 11 por cento dos sintomas da Covid-19, com a maioria a ocorrer na capital, Díli, onde a incidência é mais do triplo do resto do país.

10/05/2021  Última atualização 07H40
© Fotografia por: DR
Rui Araújo, coordenador da ‘task-force’ para a prevenção e mitigação da Sala de Situação do Centro Integrado de Gestão de Crise (CIGC), explicou que se registaram 98 novos casos em Díli, 17 em Baucau e um em Covalima.
Nas últimas 24 horas, houve ainda 81 casos recuperados pelo que o total de activos é de 1.540 e o total de casos acumulados aumentou para 3.227.

Os novos casos detectados em Díli correspondem a 7,8% dos 1.256 testes realizados pelo Laboratório Nacional, enquanto os registados fora da capital correspondem a 4,3 dos 374 testes realizados. A taxa de incidência nacional é de 7,8/100 mil habitantes e a de Díli é de 25,7/100 mil habitantes.

Rui Araújo voltou a repetir os apelos à população que tenha sintomas, que contacte o número de emergência da Covid-19, 119, admitindo à Lusa que há uma crescente preocupação de que as pessoas não estejam a acorrer a serviços de saúde, por medo de serem identificados como positivos e isolados.

"É preocupante. Estamos a recolher os dados todos, mas particularmente nos serviços de emergência temos registado um número decrescente de pessoas que recorrem a esse serviço de emergência. E vemos também nas últimas semanas, alguma resistência de pessoas que depois de serem detectadas com Covid-19 rejeitam ser isoladas”, referiu.
Ainda que do ponto de vista legal haja a "obrigatoriedade do isolamento terapêutico”, Rui Araújo admite que é necessário "ajustar as decisões no terreno às condições reais”, procurando convencer as pessoas "de que é para o benefício delas próprias estarem isoladas”.

Questionado sobre o equilíbrio necessário entre medidas de saúde pública e de apoio à população afectada pelo confinamento e pela cerca, Rui Araújo disse que "ambas devem trabalhar em paralelo”.
"Neste momento há desequilíbrio na aplicação dessas medidas [socioeconómicas] e em sede própria o Governo terá de avaliar a situação real. As recomendações técnicas, avançadas pelo CIGC preveem também intervenções socioeco- nómicas para facilitar a implementação das medidas de saúde pública”, considerou.

"As medidas de saúde pública normalmente têm de ser reforçadas com medidas socioeconómicas para facilitar a adesão da população”, considerou.
Rui Araújo considerou ainda lamentável que algumas pessoas se tenham manifestado de forma mais intimidatória e até violenta perante funcionários de saúde no terreno, notando que a ampla maioria da população compreende a necessidade de medidas.
"Compreende-se a reacção de algumas pessoas, mas verdade seja dita, não é a reacção da maioria. A maioria sente que realmente este surto está a afectar as condições pessoais e socioeconómicas de toda a sociedade e sente a necessidade de colaborar”, afirmou.

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