Economia

Terminal Oceânico melhora distribuição de combustíveis

A construção do Terminal Oceânico da Barra do Dande (TOBD) representa uma mais-valia ao sector petrolífero nacional, tendo em conta que vai permitir melhorar a distribuição de combustível e posicionar o país como uma plataforma de armazenamento e distribuição dos derivados de petróleo para a região, afirmou, ontem, no Bengo, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás. Diamantino Pedro Azevedo falava no acto de lançamento da 1ª pedra para a construção do TOBD.

22/09/2021  Última atualização 09H45
Ministro Diamantino Azevedo e a governadora Mara Quiosa quando chegavam ao local © Fotografia por: Edmundo Eucílio | Edições Novembro | Bengo
Segundo o ministro, este projecto está enquadrado no Plano de Desenvolvimento Nacional 2018/2022, em sinergia com outras iniciativas do sector. O mesmo permitirá ao país alcançar a segurança energética, "que é um aspecto fundamental para o desenvolvimento económico e social”.
"Pensamos que, pela sua magnitude, o projecto trás, também, enormes benefícios sociais e económicos para esta zona do país, onde se enquadra, quer pela geração de empregos, quer pela promoção de negócios que, de certeza, irão surgir, para su-prir as necessidades do Terminal, sendo portanto um factor dinamizador importante para a economia da província, em particular, e do país no geral”, referiu.

Na ocasião, o presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins, o TOBD disponibilizará ao país uma infra-estrutura de grande porte, que será construída em conformidade com as melhores referência operacionais internacionais, e que coloca-nos também no rastreio dos grandes pontos mundiais de armazenagem e comercialização de derivados de petróleo.

"Representa um ponto de escoamento da nossa produção nacional e, consequentemente, uma nova fonte de receita para a empresa”, disse o PCA da Sonangol, sublinhando que, para o relançamento do projecto iniciado, em 2012, e suspenso em 2016, a Sonangol teve de reavaliar todo o projecto anteriormente feito, para que fosse possível erguer um terminal mais sustentável, seguro e operacionalmente eficiente, e alinhado com a real procura do mercado.

Explicou que o projecto vai contar com uma importante infra-estrutura marítima, capaz de receber navios de grande porte, e por onde se fará a carga e descarga de todo tipo de produtos que chegar e sair do terminal.

A empreitada de construção do TOBD foi adjudicada à empresa OECI, S.A, ao valor de USD 499.057.617,69, equivalente a 316 mil milhões 387 milhões 58 mil e 829 kwanzas e 31 cêntimos, despesa aprovada através do Despacho Presidencial nº173/20, de 1 de Dezembro. As obras terão a duração de 17 meses e mais três para o comissionamento.

"Estamos convictos de que uma iniciativa com esta di-mensão traz inúmeras valias para a nossa província, com vista a melhoria das infra-estruturas que servirão de apoio ao Terminal, como as vias de comunicação, bem como o reforço da capacidade de fornecimento de energia eléctrica e distribuição de água potável nesta região”, disse a governadora do Bengo, Mara Quiosa, salientando que o projecto garante a criação de empregos em massa para as populações locais.

  Satisfação dos clientes assume prioridade estratégica do sector


O Terminal Oceânico da Barra do Dande (TOBD) pretende oferecer serviços de armazenamento de alta qualidade de produtos refinados, a nível nacional e internacional, com preços competitivos, posicionando-se assim como parceiro estratégico que garante a satisfação dos seus clientes.

O projecto prevê a construção de um Terminal Oceânico de recepção, expedição e armazenamento de produtos derivados de petróleo. O mesmo integra três unidades, que depois de concluídas vão dotar o país de uma infra-estrutura polivalente e em linha com as melhores referências internacionais, ajustada às necessidades actuais e futuras do seu mercado alvo.

Com a conclusão de 16 dos 29 tanques previstos, o TOBD terá na 1ª fase, uma capacidade total de 582.000 metros cúbicos de gasóleo e gasolina, para o mercado local. O parque de armazenamento será interligado a uma ponte cais, onde de forma segura e eficiente, fará a recepção e expedição de produtos.Sendo um dos objectivos plasmados no Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022, a execução do projecto deverá entrar na fase de conclusão no final do próximo ano.
Milhares de empregos criados até ao momento
O projecto garante a criação de 3.500 postos de trabalho directos e indirectos, durante a sua construção, e cerca de 100 na fase posterior. Em estreita colaboração com o Governo Provincial do Bengo, está previsto o desenvolvimento de projectos que visem a melhoria das condições de vida e integração da comunidade local.

Pelo papel que irá desempenhar na promoção e geração de negócios locais de prestação de serviços à actividade, o projecto garante dinamizar a economia nacional, mas de modo particular ado Bengo.

Assinaram o auto de consignação, o presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins, em representação do dono da obra (Sonangol), o director superintendente da OECI, Marcus Azeredo, devidamente mandatado na qualidade de representante da empreiteira OECI, e Antoine Abboud, pela DAR, empresa que vai fiscalizar a obra.



José Bule e Edvaldo Lemos | Bengo

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