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Terminal oceânico armazenará gás butano para três meses

O terminal oceânico da Barra do Dande terá capacidade para armazenar 102 mil metros cúbicos de gás butano, suficientes para aguentar a necessidade do país durante três meses.

05/12/2021  Última atualização 08H26
O gás butano é importante sobretudo nesta fase em que se aproxima a quadra festiva © Fotografia por: DR
De acordo com o engenheiro civil e responsável de programa do Sector de Engenharia da empresa OEC, Cardoso Hilário, essa empreiteira deverá entregar o referido terminal ao Estado angolano em Fevereiro de 2023.

Nesta altura, disse, estão a ser criadas as condições para o implante dos 34 reservatórios (Bullet) de gás butano (LPG), de oito metros de diâmetro cada, para armazenarem os 102 mil metros cúbicos de LPG (Gás Liquefeito de Petróleo).

"Essa quantidade é a necessária para garantir uma reserva de consumo de três meses no país”, sustentou à ANGOP, na Feira Internacional de Luanda (FILDA/2021), adiantando que existe igualmente a "unidade 100”, repartida entre a parte terra (onshore) e a parte mar (offshore).

Conforme o responsável, na parte terra estarão os reservatórios de LPG, gasolina e gasóleo, sendo que os dois últimos juntos poderão reservar 480 mil metros cúbicos, o que representa a necessidade do país para 30 dias.

Na parte mar - a "Unidade 700”, prosseguiu, terá um quebra-mar com uma extensão de 1,7 quilómetros, com dois berços de atracação para os navios petroleiros e um berço de serviços para o pessoal da gestão do terminal.

O mesmo terá ainda uma conduta de transporte de água (Unidade 150), onde se vai fazer a captação, tratamento e transporte de água potável, a partir do Rio Dande, com três bombas de 55 metros cúbicos (m3) por hora, cada.
Desses 165 m3/h gerais, 110 destinar-se-ão à extinção de incêndios e os restantes 55 metros cúbicos para o uso do terminal.

"O projecto, com início em Setembro de 2021, tem a duração de 18 meses e quando estiver no auge, contará com três mil 548 trabalhadores, dos quais 98% representarão a mão-de-obra nacional e 2% a expatriada”, descreveu.

Cardoso Hilário acrescentou que, além dos reservatórios, o projecto comporta outros sectores administrativos, como área de segurança, laboratórios, refeitórios, dormitórios e escritórios.

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