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Terminal de Desenvolvimento da Barra do Dande vai ser lançado quinta-feira

José Bule|Caxito

Jornalista

O projecto de construção do Terminal de Desenvolvimento Integrado da Barra do Dande (TDIBD) vai ser lançado, na quinta-feira, na província do Bengo, para proporcionar o rápido desenvolvimento da região, em particular, e do país, no geral.

20/07/2022  Última atualização 13H16
© Fotografia por: Edmundo Eucílio

O projecto, anunciado há dias pelo Presidente da República, João Lourenço, prevê a construção de infra-estruturas portuárias adequadas para apoio à Zona Franca de Desenvolvimento Integrado da Barra do Dande (ZFDBD), criar reservas estratégicas nacionais visando a segurança alimentar, segurança de combustíveis e segurança energética, além de garantir o desenvolvimento industrial, imobiliário e turístico da região.

A implementação do projecto, numa área total de 5.465 hectares, deverá obedecer o princípio integracionista, enquadramento eficaz dos direitos fundiários e demais posições jurídicas existentes, nos termos da lei aplicável, bem como a salvaguarda dos direitos das populações locais (realojamentos nas áreas urbanísticas do projecto e a disponibilização de áreas agrícolas).

Apresentado a 7 de Setembro de 2021, aos membros do Governo Provincial do Bengo e da sociedade civil, entidades religiosas e autoridades tradicionais, o futuro TDIBD pretende responder a diversas necessidades estratégicas, económicas e sociais do país, numa infra-estrutura polivalente e faseada, a qual integra um ecossistema com diferentes componentes do sector dos transportes e cadeia de abastecimento, de forma a estimular o fluxo de bens e serviços.

A ZFDIBD vai funcionar como catalisador do desenvolvimento regional e do tecido empresarial do país, e promover a competitividade industrial nacional. No domínio do comércio externo, o projecto vai possibilitar a transição para uma economia exportadora, posicionando o país no mercado internacional, com uma oferta de maior valor acrescentado.

Quanto às reservas estratégicas, a ZFDIBD vai permitir estabilizar a oferta e a procura de determinadas matérias-primas e, consequentemente, o seu preço de mercado, estimular a participação do sector privado na economia angolana, bem como o investimento estrangeiro, tornando-o mais orientado para as práticas de mercado e com menor intervenção do Estado.

 

 

 

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