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Técnicos são formados no combate à malária

Elautério Silipuleni | Ondjiva

Jornalista

Um grupo de supervisores provinciais e municipais de várias unidades sanitárias do Cunene e Cuando Cubango participa, até sexta-feira, dia 29, em Ondjiva, numa acção de formação para a capacitação de quadros no combate contra a malária.

27/07/2022  Última atualização 08H20
Luta contra a proliferação da doença tem sido das principais preocupações do Executivo © Fotografia por: DR

A acção de formação, que tem como principais focos os domínios da prevenção, diagnóstico e tratamento de casos de malária, é realizada no quadro do Programa de Combate e Controlo da doença, em especial nas províncias fronteiriças com a Namíbia.  

O acto, promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Não Governamental "Mentor Initiative”, é parte do projecto Eliminação-8, criado para ajudar na erradicação da malária nas localidades fronteiriças.

O supervisor de saúde ligado à malária no Cunene disse, na abertura do acto, que a formação é realizada com base no Programa do Executivo de Luta contra a Malária e é uma forma de preparar os técnicos sobre o assunto.

André José Domingos adiantou que a formação vai também permitir uma maior aproximação entre os técnicos de saúde afectos aos hospitais no Cunene e Cuando Cubango e os do ministério de tutela. "Por trabalharem próximo às zonas fronteiriças a formação destes quadros precisa de ser mais especializada e regular”, reforçou.

Durante a formação, que teve início na segunda-feira, dia 25, os participantes vão trocar algumas experiências sobre a prevenção e tratamento da malária, adquiridas com certas comunidades residentes na fronteira.

Os dados da Direcção da Saúde no Cunene, contou, demonstram que, no primeiro semestre deste ano, tiveram um registo de 40 mil casos de malária, resultando em 100 mortes. Entre as causas deste número de mortes, apontou, está o não acatamento dos conselhos das autoridades sanitárias em relação às medidas de prevenção da doença.

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