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Técnico Arsène Wenger atribuiu derrota na estreia diante do Japão

Depois de mais de duas décadas no Arsenal de Inglaterra, onde levou a equipa a títulos e ganhou a aura de grande descobridor de talentos, o ex-treinador Arsène Wenger, que se encontra no Qatar a assistir ao Campeonato do Mundo, comentou o afastamento prematuro da Alemanha na competição.

06/12/2022  Última atualização 09H40
Alemanha uma das candidatas ao título caiu na fase regular © Fotografia por: DR

Num briefing com os jornalistas, em Doha,Wenger foi questionado sobre o desempenho da Alemanha e a segunda eliminação consecutiva dos germânicos na fase de grupos do Mundial. 

Na resposta, o ex-técnico gaulês ligou a débil performance ao facto da Alemanha ter sido uma das selecções mais vocais na defesa dos direitos humanos já no Qatar.

"Quando vais a um Mundial de futebol, sabes que não podes perder o primeiro jogo”, começou por dizer Wenger. "Equipas com experiência como a França e a Inglaterra jogaram bem no primeiro jogo. Equipas que estavam mentalmente preparadas, que se focaram na competição e não em manifestações políticas”.

Após a Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA)impedir que várias selecções europeias usassem uma braçadeira de capitão com as cores do arco-íris, a Alemanha foi a única selecção que se manifestou. 

Antes do jogo de estreia com o Japão, os "onze" jogadores titulares colocaram a mão na boca no momento em que tiravam a foto oficial, uma das imagens deste Mundial. Os alemães perderiam esse encontro, por 2-1. Outra das selecções muito activas na luta pelos direitos humanos, a Dinamarca, também caiu com surpresa na primeira fase da prova.

Por outro lado, a Austrália, cujos jogadores também se manifestaram num vídeo contra a violação dos direitos humanos no Qatar, teve um desempenho muito acima do que se esperaria, chegando aos oitavos de final.

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