Economia

Taxas estão a convergir no mercado de câmbios

O diferencial entre as taxas das casas de câmbio e do mercado informal foi, ontem, de apenas 8,37 por cento para o dólar e de 4,28 por cento para o euro, o que se compara os níveis mais assimétricos anteriores à reforma cambial iniciada em Janeiro de 2018, de acordo com dados coligidos de informação estatística disponível no Jornal de Angola.

11/12/2019  Última atualização 08H34
DR © Fotografia por: Trajectória do câmbio revela assertividade das reformas

Os números indicam que, no início da reforma, em Janeiro de 2018, o diferencial cambial para o dólar entre o mercado secundário (casas de câmbio) e o informal situava-se em 61,1 por cento. Um ano depois, em Janeiro do ano em curso, a diferença diminuiu para 15,5 por cento, até situar-se em 8,9 por cento, na segunda-feira, e em 8,37, ontem.
Relativamente ao euro, no início do ano de 2019, o diferencial situava-se em 15,1 por cento, caindo ontem para apenas 4,28 por cento.
Ontem, o dólar era trocado nas casas de câmbio a 554,60 kwanzas, contra 601 kwanzas no mercado informal, onde o curso da moeda nacional registou uma variação positiva de 0,50 por cento.
O curso de kwanza ascendeu a 478,88 diante do dólar no mercado primário (para transacções entre o BNA e os bancos), mais 0,46 por cento, caindo ligeiramente, em 0,31 por cento, nos bancos comerciais, para 499,39 kwanzas.
O kwanza também avançou 0,21 por cento diante do euro nas casas de câmbio, ontem, cotando-se a 620,45, mantendo o curso inalterado no mercado paralelo, em 647 kwanzas pela unidade europeia.
No mercado primário, o kwanza apreciou-se em 0,35 por cento face ao euro, para 530,36, perdendo 0,10 por cento nos bancos comerciais, onde se cotou a 559,73.
Os números também apontam a incapacidade do mercado paralelo oferecer mais kwanzas pelas divisas: desde o início do ano, o kwanza depreciou-se 38,06 por cento face ao dólar nas casas de câmbio e 33,17 entre os cambistas de rua. As perdas diante de euro são de 35,83 e 29,29 por cento, respectivamente.
Os sinais de estabilidade coincidem com a implementação das medidas de política monetária e cambial tomadas pelo Banco Nacional de Angola (BNA) ao longo do período pelo que perduram as reformas, o que conduz a essa trajectória de convergência em que se assiste, inclusive, à apreciação da taxa de câmbio nas últimas semanas.
A trajectória de convergência das taxas nos mercados pode ser reveladora da assertividade das medidas tomadas pelo BNA no âmbito das reformas estruturais em curso na economia e do equilíbrio e estabilidade do mercado cambial, sendo também um sinal de maior confiança na moeda nacional.

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