Economia

Taxa mensal de inflação desacelerou em Outubro

A taxa de inflação mensal desacelerou 0,12 pontos percentuais em Outubro, quando se situou em 2,06 por cento, abaixo da taxa de 2,18 por cento registada em Setembro, de acordo com números do Instituto Nacional de Estatística (INE) consultados, ontem, pelo Jornal de Angola.

18/11/2021  Última atualização 08H25
Pressões inflacionárias persistentes na economia são influenciadas pelos preços dos alimentos © Fotografia por: Edições Novembro
O relatório do Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) de Outubro, divulgado na segunda-feira, declara que, em termos homólogos (a 12 meses), a inflação ascendeu para 26,87 por cento, um acréscimo de 2,53 por cento em relação à observada em igual mês do  ano passado, sendo 0,30 pontos percentuais superior à taxa homóloga de Setembro.
A inflação mensal de Outubro foi influenciada pelos aumentos de 2,44 por cento ocorridos na classe "Alimentação e Bebidas não Alcoólicas”, bem como pelo verificado nos preços das classes "Bebidas Alcoólicas e Tabaco” (2,06 por cento), "Mobiliário, Equipamento Doméstico e Manutenção” (2,03 porcento) e "Bens e Serviços Diversos” (2,00 por cento).
O documento indica que as maiores variações da inflação ocorreram no Huambo, com 2,27 por cento, Lunda-Norte (2,23), Zaire e Namibe (2,18) e Luanda (2,16), com as menores a registarem-se no Bié (1,82 por cento), Cunene (1,83), Huíla (1,85), Cuanza-Sul (1,91) e Cuanza-Norte (1,97).
Mais de 30 por cento

Em Luanda, uma das províncias em que a inflação mais subiu, a taxa de inflação homóloga de Outubro situou-se em 30,43 por cento, acima da média nacional, indica o documento, notando, também, um aumento de 6,37 por percentuais sobre a taxa observada em igual mês do ano passado.Além disso, a taxa de inflação homóloga  é superior em 0,22 por cento à verificada no mês de Setembro.

Na capital do país, os aumentos verificados na classe "Transportes”, de 2,53 por cento, foram os que mais influenciaram a taxa, seguidos dos que ocorreram nas classes "Alimentação e Bebidas não Alcoólicas” (2,40), "Bebidas Alcoólicas e Tabaco” (2,23) e "Bens e Serviços Diversos (2,20). 

No Huambo, onde  no mês passado registou-se a maior taxa, a inflação foi influenciada pela evolução dos preços da classe "Alimentação e Bebidas não Alcoólicas”, com aumentos de 2,86 por cento, embora tenham ocorrido subidas significativas nas classes "Saúde”, "Bens e Serviços Diversos” e "Lazer, Recreação e Cultura”.

No Bié, onde a inflação foi a menor do país, os aumentos mais significativos ocorreram na classe "Mobiliário, Equipamento Doméstico e Manutenção” (2,64 por cento), "Alimentação e Bebidas não Alcoólicas (2,20), "Bebidas Alcoólicas e Tabaco” (2,04) e "Lazer, Recreação e Cultura” (1,50).   
Preços do alimentos

No fim da reunião do Comité de Política Monetária (CPM) em que, no fim de Setembro, o BNA reviu a previsão da taxa de inflação acumulada de 2021 em alta, de 19,5 para 26,09 por cento, o governador, José de Lima Massano, admitiu a persistência de pressões inflacionárias na economia, sobretudo, devido à subida dos preços dos bens alimentares. 

O governador anunciou, então, uma revisão em alta da inflação acumulada, o que fez pela segunda vez durante o ano, depois de, em Maio, ter alterado a previsão dos 18,7 iniciais para 19,5 por cento.

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