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Talibãs apelam à saída das tropas estrangeiras

O movimento talibã reiterou, ontem, o apelo à saída de “todas as tropas estrangeiras” do Afeganistão após o final do prazo para a retirada das forças dos Estados Unidos, fixado para 11 de Setembro.

13/06/2021  Última atualização 10H16
© Fotografia por: DR
"Cada centímetro do solo afegão, a segurança dos aeroportos, as representações diplomáticas e as embaixadas estrangeiras devem ser colocados sob a responsabilidade dos afegãos”, insistiu o Emirado Islâmico (talibãs) em comunicado.

O alerta surge após a Turquia ter proposto, na semana passada, de acordo com os meios de comunicação turcos, manter as forças militares em solo afegão para garantir a segurança do aeroporto de Cabul.

"A presença de todas as forças estrangeiras, qualquer que seja o seu nome, na nossa pátria é inaceitável para o povo afegão e o Emirado Islâmico”, alertam os talibãs, referindo-se a "certas notícias da imprensa”.
"Consequentemente, ninguém deve esperar manter uma presença militar ou de segurança no nosso país”, acrescentam os talibâs.

No comunicado, os talibãs avisam que, "se alguns cometerem tal erro, o povo afegão e o Emirado Islâmico os considerarão ocupantes e reagirão, como o fizeram no passado, aos invasores”. "Será da sua responsabilidade”, advertiram.

Numa declaração divulgada na semana passada em reacção a notícias da imprensa, o ministro da Defesa turco, Hulusi Akar, disse que o seu país queria manter uma presença militar no Afeganistão, principalmente no aeroporto de Cabul - a principal porta de entrada e saída do país, situado no coração da Ásia Central - se a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) se comprometer a fornecer apoio financeiro e logístico.

"Nesse caso, podemos ficar no aeroporto internacional Hamid Karzai. Estamos a aguardar uma resposta relativamente às nossas condições”, disse o ministro,  reconhecendo que essa possibilidade já tinha sido discutida com os norte-americanos.

Esta decisão poderá vir a estar em cima da mesa na cimeira de líderes da OTAN, que decorre amanhã em Bruxelas. Até ao momento, apenas a Embaixada da Austrália no Afeganistão fechou portas, no mês passado, e retirou os seus funcionários. As outras representações ocidentais não anunciaram um plano de retirada.

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