Cultura

Talento angolano reconhecido em Londres

Catorze angolanos e quatro guineenses receberam diplomas de mérito, em Londres, por se terem destacado em várias áreas da vida social, no ano passado, entre os descendentes dos PALOP residentes no Reino Unido.

03/01/2021  Última atualização 19H55
Sozinha Paulo © Fotografia por: Edições Novembro
Com idades compreendidas entre os oito e os 23 anos, os angolanos viram seu o talento e as suas habilidades reconhecidas pelos trabalhos de realce no domínio da educação, artes e cultura, comunidade, desporto e empreendedorismo.

A divulgação e entrega dos diplomas ocorreu no sábado, dia 19 de Dezembro, numa gala inaugural, denominada "Prémios PALOP de conquistas Juvenis”, promovida pela New Hope Fundation, uma associação de carácter filantrópica virada à integração dos descendentes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa no Reino Unido, liderada pela angolana Sozinha Paulo.

Na categoria Educação, foram contemplados apenas os angolanos Kelcia Alburqueque, de oito anos, Ebenezer Vita, 11, e Vitória Mário, 19. No domínio das Artes, Nahla da Costa Faria, sete anos,  Kyrese Garrido, 13, Henrique Sangossango, 22, e Sofia Mpanda, 23, respectivamente.

A pequena Jocelina Luís, de 10 anos, conquistou o mérito na classe Comunidade, Naya Luena Saraiva Chardon, de 11, em Habilidades, enquanto Ângelo Mavinga Sebastião, Silvian e Sullivan de Almeida, todos com 13 anos, destacaram-se no Desporto.
Como Excelente Empreendedor, a organização considerou Daniel Roger, de 18, e Gospel, Priscilla Toko, de 20.

A lista de contemplados integra ainda outros quatro residentes naquele país europeu, que são descendentes da Guiné Bissau, designadamente Eduardo Bartolomeu, 10, (gospel), Bráulio Nunes, 14, (comunidade), Yanick Monteiro e Kelly Pereira, de 15 e 20 anos, (desporto).

A presidente da fundação, Sozinha Paulo, referiu ao Jornal de Angola que são   reconhecidos os talentos demonstrados pelos contemplados nas suas respectivas áreas de actuação, acrescentando que muitos dos premiados foram escolhidos pela própria comunidade, que vê neles habilidades ímpares.

Sozinha Paulo deu a conhecer que a organização encontrou dificuldades na selecção dos vencedores devido às restrições impostas pela Covid-19 que, segundo ela, os obrigou a suportar os custos com a produção.
"Todos eles estão a sair-se muito bem nas suas áreas de actuação e, portanto, precisam de reconhecimento para continuarem. Por isso não podíamos deixar de realizar este primeiro acto, apesar de os custos terem sido todos suportados por apenas três pessoas da organização”, justificou.

Roque Silva

Jornalista

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