Economia

TAAG vai manter postos de trabalho

O ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, garantiu nesta quinta-feira (15), em Luanda, que a companhia de Linhas Aéreas Angolanas (TAAG) não vai despedir funcionários, vai manter-se no processo de reestruturação em curso.

16/09/2022  Última atualização 07H40
© Fotografia por: DR

"É obvio que temos um processo de reestruturação em curso, mas, obviamente, que não estamos a contar com despedimentos que não fazem parte da nossa agenda, e é muito importante explicar à população que, mesmo ao longo da pandemia, com os aviões no chão, não houve um único despedimento”, declarou.

Em 21 de Agosto, os funcionários da TAAG realizaram uma manifestação silenciosa, com objectivo de alertar a opinião pública sobre alegados atropelos da nova administração da empresa e impedir um eventual despedimento colectivo.

Questionado sobre o assunto, o governante, citado pela Lusa à margem da investidura do Presidente da Republica, João Lourenço, desvalorizou o facto.

"Isso é normal, pois, faz parte da sociedade. Nós não vemos isso como problema, mas sim como os grandes desafios de transformação e reestruturação da nossa economia e das nossas empresas, porque temos que estar preparados para viver. Nós não podemos querer, somente, dizer que o que acontece nos outros países é que é bom e não termos nós a capacidade de fazer esta mudança”, disse. 

Sobre a reestruturação da TAAG, o governante, disse que a companhia aérea de bandeira angolana tem de procurar sustentabilidade profissional, técnica e de gestão de custos.

"A TAAG é uma companhia aérea que tem que se garantir sustentável, num negócio altamente exigente, do ponto de vista profissional, técnico e de gestão de custos, para que seja sustentável. Nós não estamos num caminho em que podemos exigir que o Estado permaneça fiel ao subsídio das ineficiências das várias empresas públicas, porque os Estados não têm recursos para sustentar as ineficiências que existem em várias empresas públicas. Todas as empresas vão ter que passar por transformação semelhante”, concluiu.

Na semana passada, a TAAG e o Sindicato Provincial do Pessoal Navegante de Cabine (SINPROPNC) reuniram-se para discutir a actual situação da companhia de bandeira, dias depois de o ministro dos Transportes ter exigido a abertura de conversações.

Segundo um comunicado da TAAG, o encontro entre os responsáveis da companhia aérea e os representantes do SINPROPNC, durou cerca de três horas e serviu para "auscultação mútua e exposição de informação relevante sobre a situação actual da TAAG, bem como as preocupações da classe do Pessoal Navegante de Cabine”.

"Foi o que sempre quisemos, que a empresa estivesse aberta a ouvir as legítimas preocupações dos trabalhadores através do órgão que os representa e que acima de tudo, esteja aberta ao diálogo e à negociação”, disse naquela altura o secretário- adjunto do SINPROPCN, Délio Gomes.

O comunicado da TAAG emitido naquela ocasião adianta que foi estabelecido o compromisso de manter as sessões "para a boa resolução de questões laborais e preocupações relacionadas com o desenvolvimento da companhia”.

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