Economia

Suspensão temporária das taxas aduaneiras favorece o consumidor

Xavier António

Jornalista

A suspensão temporária das taxas aduaneiras dos produtos da cesta básica “favorece o consumidor, quem vende do exterior e o país que exporta”, disse esta quinta-feira, em Luanda, o presidente da Associação de Empresas de Comércio e Distribuição Moderna de Angola (ECODIMA).

10/09/2021  Última atualização 14H13
© Fotografia por: DR

"Mas quem está no sector da distribuição à partida não pode comprometer-se de que os preços dos produtos vão baixar com as medidas tomadas sem antes fazer uma equação correcta”, avançou.  

Raul Mateus lamentou o facto de a produção local não ser ainda suficiente o que tornaria os preços dos produtos "ainda mais barato” embora a cesta básica tenha sido acrescida com mais produção nacional”.

O empresário que falava durante o programa "Especial informação” transmitido pela TPA, que abordou o tema "Suspensão temporária das taxas aduaneiras dos produtos da cesta básica”, indicou que o sector da distribuição conta com 50% dos produtos de produção nacional.

"A produção nacional só não cresce mais porque não há consumo e nesta cadeia colocasse a questão dos baixos salários”, sublinhou o patrão da ECODIMA.

Por outro lado, considera urgente a criação de condições básicas nos pólos industriais para que não falte água, energia eléctrica, boas estradas a fim de baixar os custos de produção e facilitar a vida do consumidor final.

No sector da distribuição, relatou, os produtores (agricultores) perdem muito dinheiro e os custos de produção não conseguem recuperá-los, aliado a falta de poder de compra das famílias. "Os produtos são sensíveis e vão para o mercado muito abaixo do preço custo”.

No seu ponto vista, se não forem feitos investirmos na investigação científica para se alcançarem resultados positivos não haverá preços competitivos.   

Isenção do IVA

Já o economista Carlos Gomes defendeu, também, isenção no Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), nas matérias-primas, insumos agrícolas, bem como uma redução do IVA para 7% em produtos acabados.

Para o especialista, com os níveis actuais de consumo que estão "ancorados” no salário mínimo baixo não há muitas margens de lucros para os empresários.

Carlos Gomes considerou ainda ser fundamental a redução do mercado informal na economia de modo a alargar a base tributária. "Se conseguirmos baixar o nível de informalidade para 35 por cento a economia vai melhorar o suficiente”, disse.  

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