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Supremo recusa invalidar lei de Obama sobre saúde

O Supremo Tribunal dos EUA recusou, ontem, invalidar a lei dos Cuidados de Saúde (Obamacare) aprovada no mandato de Barack Obama, permitindo a manutenção do seguro de saúde a milhões de norte-americanos.

18/06/2021  Última atualização 07H55
Obamacare inclui ampliação dos serviços preventivos sem custos e o alargamento de apoio aos pobres © Fotografia por: DR
A decisão, aprovada por sete dos nove juízes, representa uma derrota para o ex-Presidente Donald Trump, que tentou, por todos os meios, suprimir a emblemática lei do antecessor.
A deliberação, a terceira consagrada a esta lei, baseou-se num argumento de procedimento, ao considerarem que o Texas e os outros Estados republicanos que apresentaram o recurso não tinham bases para o fazer.

O novo Presidente, Joe Biden, considerou cruel esta última tentativa dos republicanos de anular uma lei que se revelou particularmente útil durante a pandemia da Covid-19.
Na fórmula original, o Obamacare obrigava todos os norte-americanos a subscreverem um seguro, sob pena de penalizações financeiras, e obrigava as companhias a aceitarem todos os clientes potenciais, independentemente do seu estado de saúde.

Esta reforma permitiu que 31 milhões de norte-americanos obtivessem, pela primeira vez, um seguro de saúde, mas os republicanos sempre consideraram a obrigação de um seguro como um abuso de poder do Governo.
A medida da Administração de Obama inclui, entre outras medidas, a ampliação dos serviços preventivos sem custos e o alargamento do programa Medicaid dirigido às pessoas com menos recursos, incluindo os trabalhadores com baixos salários ou sem direito a seguro de saúde.

Subsídio de desemprego


Enquanto isso, os pedidos de subsídio de desemprego nos Estados Unidos subiram,na última semana, para 412 mil, o que acontece pela primeira vez desde Abril, segundo o Departamento do Trabalho norte-americano.
Os pedidos de subsídio de desemprego cresceram 37 mil na semana que terminou em 12 de Junho, face à anterior, quando tinham sido registados 375 mil.

Esta é a primeira subida deste indicador desde Abril, sendo que a maioria dos analistas esperava um menor número de pedidos de subsídios de desemprego (360 mil) face à evolução da vacinação e recuperação da economia.
O relatório, ontem divulgado, indica, ainda, que, na semana que terminou em 5 de Junho, havia 3,5 milhões de pessoas que recebiam o subsídio de desemprego, praticamente o mesmo número da semana anterior.

Com a vacinação a avançar e mais gastos dos consumidores - em restaurantes, viagens, cinemas, lojas -, a economia norte-americana está a recuperar a bom ritmo da recessão provocada pela pandemia da Covid-19.
A maior procura dos clientes tem levado muitas empresas a procurar novos trabalhadores, geralmente com salários mais altos, e a evitar demissões.
Mas a velocidade da recuperação apanhou muitas empresas desprevenidas e desencadeou uma corrida para contratar. Em Maio, as empresas acrescentaram 559 mil postos de trabalho, mas ainda abaixo do esperado. Muitas empresas lutam para encontrar trabalhadores suficientes à medida que a economia recupera mais rápido do que o esperado.

Muitos economistas esperam que as contratações aumentem nos próximos meses, especialmente à medida que os programas federais de auxílio ao desemprego terminem e mais pessoas procurem empregos. Contudo, avisam, a economia ainda tem 7,6 milhões de empregos a menos do que antes da pandemia.

Os empregadores estão a publicitar vagas de emprego mais rápido do que os candidatos podem preenchê-las. Em Abril, o anúncio de vagas de emprego atingiu o recorde de 9,3 milhões, mais 12 por cento do que em Março.
A rápida vacinação reduziu o número de novos casos confirmados de Covid-19 para uma média de pouco mais de 12 mil por dia, nos Estados Unidos, face a cerca de 250 mil por dia no início de Janeiro.

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