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Sul-coreana reafirma candidatura à OIT

A disputa ao cargo mais importante da Organização Internacional do Trabalho (OIT) ganha a quinta concorrência, depois do anúncio de Kang Kyung-wha, ex-ministra das Relações Exteriores da Coreia do Sul, apoiada pelo seu governo. A eleição está marcada para Março de 2022.

23/10/2021  Última atualização 13H55
Candidata Kang acredita que é importante enfrentar com sucesso a crise global de empregos causada pela Covid-19 © Fotografia por: DR

Kang, professora titular da Ewha Womans University, apresentou a candidatura ao secretariado da agência da ONU por meio da Missão Permanente da Coreia do Sul em Genebra, reforçou o Ministério das Relações Exteriores.

Se eleita, será a primeira asiática e a primeira mulher a tornar-se secretária-geral da OIT, e é considerada "líder com qualidade e competência para dirigir as principais agendas da organização, como recuperação de empregos pós-Covid-19, superação da crise económica e disseminação do espírito 'ganha-ganha' e solidariedade por meio do trilateralismo entre trabalho, gestão e governo”.

No manifesto de apoio divulgado pelo governo sul-coreano, acredita-se que a candidata vai dar uma contribuição significativa para erradicar a discriminação e a violência contra trabalhadores vulneráveis, incluindo mulheres, com base na sua perícia e experiência em esforços para ajudar os países em desenvolvimento e proteger os direitos das mulheres.

Kang foi a primeira mulher ministra das Relações Exteriores da Coreia do Sul de 2017 até Fevereiro deste ano. Antes, foi assessora especial de política do então secretário-geral da ONU, Antonio Guterres. Já foi vice-alta comissária da ONU para os direitos humanos em 2006 e também trabalhou como vice-coordenadora de alívio de emergência do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) e secretária-geral adjunta para assuntos humanitários.

Para chegar à SG OIT, precisará a maioria dos votos. Caso contrário, terá que passar por uma segunda volta. Vai disputar o posto com quatro candidatos já oficializados: o actual vice-director geral da OIT Greg Vines (Austrália); o chefe da Organização para Alimentos e Agricultura Gilbert Houngbo (Togo); o ex-ministro do Trabalho francês Muriel Penicaud; e Mthunzi Mdwaba (África do Sul), vice-presidente da Organização Internacional de Empregadores.

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