Economia

Subsídio aos combustíveis negociado com o Governo

A Associação de Pesca Artesanal, Semi-Industrial e Industrial de Luanda (APASIL) mantém contactos com o Governo para a obtenção de subsídios aos combustíveis, com o que espera reforçar a actividade pesqueira no país, revelou o presidente da organização, Manuel Azevedo.

25/09/2021  Última atualização 09H35
Presidente da APASIL é interlocutor dos produtores junto do Governo © Fotografia por: Maria Augusta | Edições Novembro
Citado na quinta-feira pela Angop, o presidente da APASIL afirmou que a solicitação tem respaldo legal no Decreto Presidencial nº 84/19, de 21 de Março, que aprova a subvenção do preço dos combustíveis no sector das Pescas e insere-se no programa de actividades da agremiação, que tem focado a sua acção na facilitação da exportação do Carapau, Cacusso, Corvina e Sardinha.

"Actualmente, o combustível para as embarcações da pesca industrial custa 450 kwanzas por litro, o que representa cerca de 45 por cento do investimento desta actividade, sendo que, no mínimo, são necessários 60 mil litros para a operacionalização de uma embarcação de pesca industrial”, notou Manuel Azevedo.

Para reverter o quadro de restrição, avançou, a agremiação já remeteu as propostas dos associados aos ministérios das Finanças e Agricultura e Pescas, apontando as melhores soluções para a operacionalização da pesca industrial.

De acordo com o presidente da APASIL, a alta dos preços da matéria-prima utilizada para a captura, transformação e distribuição do pescado tem sido uma das razões do encarecimento do produto final.

Ao falar na reunião de balanço alusiva ao segundo aniversário da associação, que foi comemorado naquele dia, o responsável referiu que também decorre uma concertação para a redução dos impostos, bem como para revisão dos preços praticados pela Pescangola no Porto Pesqueiro de Luanda.

Na ocasião, apontou ainda a desburocratização do processo de importação de insumos e artefactos utilizados para captura, transformação e distribuição do pescado como outro desafio dos operadores. Além desses desafios, a fonte sublinhou que os empresários da pesca artesanal ainda continuam a enfrentar dificuldades na aquisição de gelo para conservação do pescado, adicionando as más condições de atracagem das pequenas embarcações.

Apesar desses obstáculos, acompanhados pela sazonalidade da actividade pesqueira, Manuel Azevedo considera positivos os resultados obtidos pelas empresas, tendo em conta o aumento e a diversificação da captura do pescado, nos últimos tempos.

O presidente da APASIL destacou o estabelecimento de uma carteira de crédito situada entre 15 e 50 milhões de kwanzas para cada uma das 35 cooperativas beneficiadas em dois anos.

A nacionalização de 90 por cento das embarcações industriais que operavam com parceria estrangeira, assim como a criação de novas cooperativas, também destacam-se entre os ganhos obtidos, nos últimos dois anos.Criada a 23 de Setembro de 2019, a APASIL conta com a adesão de 52 empresas e 70 cooperativas de pesca artesanal.

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