Economia

“Standard Bank” revê crescimento em baixa

O Banco Standard reviu em baixa a previsão de crescimento económico para Angola, antecipando que o país tenha uma nova recessão económica este ano, desta vez de 0,7 por cento, e só volte ao crescimento em 2020.

28/05/2019  Última atualização 11H33
DR © Fotografia por: Standard Bank divulga análise

“O Governo de Angola reviu o Orçamento para este ano para reflectir um declínio nos preços do petróleo para este ano, e antecipam que a economia saia da recessão, com um crescimento do Produto Interno Bruto de 0,3 por cento, face aos 2,8 anteriormente previstos, mas nós, no entanto, vemos economia ainda em recessão este ano, com uma contracção de 0,7 por cento, e uma produção estimada de 1,43 milhões de barris por dia”, lê-se no análise de Junho aos principais mercados africanos.
De acordo com o documento feito pelo Departamento de Pesquisa Económica do Standard Bank, enviado aos clientes e citado pela Lusa, “a procura interna agregada deve continuar em baixo”, com um diminuto rendimento disponível das famílias, cortes na despesa pública real e baixo investimento do Estado.
A primeira estimativa do Instituto Nacional de Estatística relativamente ao crescimento económico do país no ano passado apontava para mais uma recessão, de 1,7 por cento em 2018, motivada pelo recuo de 9,5 por cento na economia petrolífera e um avanço de 2,7 nos restantes sectores.
A continuação de uma produção petrolífera baixa pelos padrões históricos e a manutenção de um preço do petróleo relativamente diminuto, face aos valores históricos, levaram o Executivo a rever o Orçamento para este ano, colocando o preço de referência de petróleo nos 55 dólares, em vez de 68.
“A forte dependência das exportações de petróleo, que valem 96 por cento do total, continua a ser uma preocupação, e daí a importância do actual programa do FMI em termos de auxílio ao Go-verno com as reformas económicas”, até porque, con-
tinua o Standard Bank, as autoridades já admitiram que “sem os necessários investimentos na capacidade produtiva, a produção pode cair para 1,06 milhões de barris por dia em 2023”.

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