Economia

Standard Bank prevê crescimento este ano

O Gabinete de Estudos Económicos do Standard Bank previu ontem que Angola cresça 2,8 por cento este ano e 3,7 em 2020, impulsionada pelo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), aumento do consumo privado e descida das taxas de juro.

02/02/2019  Última atualização 18H03
António Soares| Edições Novembro © Fotografia por: Aumento do consumo privado impulsiona a expansão este ano


“Mantemos a nossa previsão para o crescimento do PIB este ano em 2,8 por cento, acelerando para 3,7 em 2020, impulsionada pelo esperado aumento da despesa privada que deve ser apoiada pela descida da inflação e das taxas de juro, melhorias na liquidez de moeda externa e avanços nas reformas estruturais elencadas no Plano de Desenvolvimento Nacional”, dizem os analistas.
Na análise de Janeiro ao andamento das economias da África ao Sul do Sahara, os economistas deste banco sul-africano,  com uma forte presença no continente,  escrevem que a economia angolana deve ter crescido 0,2 por cento no último trimestre de 2018, invertendo uma tendência de crescimento negativo que se registou nos últimos três anos.
“Os números do PIB do terceiro trimestre do ano passado, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, mostram um abrandamento da recessão que caracteriza a economia desde 2016”, argumentam os economistas, apontando que “o ritmo de contracção do PIB declinou de 4,5 por cento no segundo trimestre para 1,6 no terceiro trimestre”.
Sobre a evolução da economia, o Standard Bank mantém uma perspectiva positiva, expressa no título da análise-“Saindo da Recessão, Restaurando a Estabilidade Macroeconómica”- e vinca a importância das privatizações.
“Um número de reformas iniciadas no ano passado, nomeadamente a aprovação das leis de investimento e concorrência, e as mudanças no ambiente regulatório para o sector do petróleo, podem ajudar a aumentar o investimento e a procura interna”, afirmam, concluindo que esperam que as privatizações “ajudem a potenciar os investimentos privados e permitam a reestruturação do papel do Governo na capacidade produtiva da economia”.

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