Economia

Sopesul apronta embarcações

A Sociedade de Pescas do Cuanza Sul (SOPESUL) pretende aumentar a construção de embarcações de madeira semi-industriais de pesca de cerco e arrasto e minimizar os custos da sua importação, revelou o proprietário António Vieira, cuja empresa tem a sua sede no município de Porto Amboim, província do Cuanza Sul.

24/03/2020  Última atualização 13H41
Edições Novembro © Fotografia por: Parceria com os chineses prepara novos barcos de cerco e arrasto

Em declarações à imprensa, António Vieira referiu que, para dar sustentabilidade ao projecto, a SOPESUL e parceiros da China preparam um pacote de investimentos, avaliados em cerca de cinco milhões de dólares.

“Estamos a criar condições para sermos o maior estaleiro de Angola, com a construção de embarcações semi-industriais e dar resposta gradual às grandes carências nesse domínio”, referiu, destacando o “bom acompanhamento” do Ministério das Pescas e do Mar, o que viabilizará o licenciamento das embarcações a serem construídas no estaleiro, localizado na cidade do Lobito.
António Vieira explicou ainda que vários industriais da pesca já manifestaram interesse em encomendar embarcações, mas adiantou que a SOPESUL que tem cumprir as normas do Ministério das Pescas, sobre a preservação da reprodução das espécies e pesca sustentável.
Sublinhou que as províncias de Cabinda, Zaire, Bengo e Cuanza Sul garantem a madeira, para a construção das embarcações e apenas são importadas as redes de arrasto e de cerco, GPS, sistema de refrigeração e motor de 40 nós e outros equipamentos.
“Não há constrangimentos na aquisição de material no país e na China temos um fornecedor de equipamentos electrónicos, para navegação e lo-
calização do cardume”, esclareceu António Vieira.

Embarcações construídas

O industrial adiantou que, entre 2018 e 2019, a Sociedade de Pescas do Cuanza Sul construiu seis embarcações, sendo duas de cerco, para quarenta toneladas e quatro de arrasto. Uma das embarcações de cerco já está a pescar e a de arrasto aguarda pelo licenciamento do Ministério das Pescas e do Mar.
“Temos capacidade tecnológica e conhecimento necessário, para a construção de barcos semi-industriais de madeira e sermos líderes do mercado”, precisou António Vieira, para quem as unidades são comercializadas, pronto a pescar, ao equivalente em kwanzas a 600 mil dólares.

*Com Luís Pedro-C.Sul

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Economia