Economia

Sonagás dispõe de 42 mil toneladas de gás para responder ao crescimento da procura

A Sonagás, uma unidade de negócio da Sonangol dedicada à comercialização, anunciou o aprovisionamento de 42 mil toneladas de gás para cobrir o aumento da procura nacional durante o período da quadra festiva.

03/12/2022  Última atualização 09H40
Plano de acção da Sonagás prevê a formação de turnos adicionais nas instalações de produção e distribuição para prevenir interrupções do fornecimento © Fotografia por: DR
O presidente da Comissão Executiva da Sonagás, Manuel Barros, disse no programa radiofónico Ngol, transmitido na quinta-feira pela petrolífera no Canal A da RNA, que o armazenamento dessa quantidade do carburante decorre de uma decisão "proactiva” destinada a evitar interrupções da oferta às famílias no período de Natal, e Ano Novo, quando a procura é mais elevada.

"É um esforço que fizemos para termos esta quantidade, com a finalidade de atendermos a procura da população na quadra festiva. Aliás, nesta altura do ano, temos verificado correrias de pessoas a procurarem o gás”, notou, afirmando que a Sonagás possui em stock quantidades suficientes para satisfazer a procura do mercado, durante 60 dias.

Quanto ao processo de comercialização, Manuel Barros assegurou que a Sonagas está a trabalhar com os agentes autorizados, como grossistas e retalhistas, para que haja uma distribuição segura.

"A actividade comercial é exercida por agentes licenciados pela Sonagás, por isso, cabe-nos monitorar esta actividade, especialmente durante o período em que se verifica uma elevada procura. Temos equipas no terreno que vão acompanhar toda a movimentação de distribuição e venda no mercado”, disse.

O presidente da Comissão Executiva da Sonagás recomendou aos clientes a utilizarem de forma correcta a botija, sem retirar a anilha de borracha, uma atitude que se vulgarizou no processo de venda e aquisição que pode causar fatalidades.

"Recomendamos aos nossos clientes e utilizadores de gás que não devem remover as anilhas de borracha, porque trata-se de um dispositivo de segurança e, neste período, devemos evitar qualquer fuga de gás”, recomendou.

De acordo com Manuel Barros, os consumidores devem, em primeiro lugar, inspeccionar as garrafas, quando as recebem, e verem se o dispositivo de protecção está no lugar” e, sempre que verificarem alguma anomalia na garrafa, levá-la para substituição ou reparação.

 Plano de acção

As declarações de Manuel Barros reforçam outras, dias antes proferidas pelo director de Operações da Sonagás, Pedro de Sá, a garantir que o sector dispõe de "stock” suficiente de gás butano para assegurar o fornecimento antes, durante e depois da Quadra Festiva.

Pedro de Sá afirmou, em declarações disponibilizadas pela petrolífera estatal, que a unidade de comercialização traçou um plano de acção que visa dar resposta à procura de mercado, uma decisão que inclui o incremento da produção de gás de cozinha com base no aumento de turnos em algumas unidades de produção do país, sobretudo, para dar também resposta à intermitência que afecta a distribuição na região Leste do país.

Para além desta acção, está programado, pela empresa, um segundo plano de acção que prevê a criação de turnos adicionais a nível das instalações de distribuição. A título de exemplo, destacou, as instalações existentes nas províncias de Luanda, Lubango e Huambo têm funcionado com dois turnos.

"Caso  as distribuidoras registem uma capacidade reduzida de gás, teremos que nos  desdobrar e criar mais turnos”, indicou, destacando que, no que toca à produção de gás o sector esta a atingir níveis altos, perto das 1.900 toneladas por dia, o que representa a capacidade instalada de encimento.

Além disso, estão a ser criados outros mecanismos para a injecção do produto  nas zonas já identificadas com escassez de gás. "Temos produzido para fazer face à procura no mercado. Hoje estamos a sair de 80 mil garrafas por dia  para 104 a 105 mil garrafas por dia, logo, houve um aumento significativo do volume de produção e consumo”, frisou Pedro de Sá.

Pedro de Sá realçou que, com estas acções, o plano projecta-se para a satisfação dos clientes por intermédio dos grossistas e  parceiros, pelo que a empresa tem criado mecanismos para que todos  sejam atendidos numa base diária. "Estamos em condições e não há motivos para que a população tenha receio de haver escassez ou a falta do produto, pois, podem ficar calmos porque a Sonagás esta em condições de responder a altura”, assegurou.

  Vedantes das botijas retirados por utentes 

A tendência crescente de acidentes que se têm registado com a retirada dos ringues das botijas de gás tem preocupado a direcção da Sonagás.

Segundo Pedro de Sá, os profissionais da companhia identificam, em algumas garrafas chegam para o processo de enchimento sem o rollings ou vedantes, que esses acessórios de protecção são retiradas pelo consumidor final.

Pedro Sá reprova tal prática, porque afecta a integridade da garrafa, pois o elemento retirado da válvula põe em risco  a utilização do vasilhame. 

Por um lado, um outro risco a se ter em conta  é a possível ocorrência de fugas quando essas garrafas não apresentam a peça retirada. "Na altura que tivermos a colocar o redutor, pode registar-se uma fuga de gás que o consumidor pode não conseguir controlar” , alertou Pedro de Sá, que apelou a que não se retire o elemento de protecção, por haver graves riscos associados a tal práticas.

"Vamos ajudar a manter a integridade das garrafas, por forma a podemos utilizá-la de acordo com as normas e boas práticas”, aconselhou o director de Operações da Sonagás.



Joaquim Suami e Ana Paulo

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