Economia

Somoil projecta distribuição e entrada na energia renovável

Pedro Peterson

Jornalista

A Sociedade Petrolífera Angolana (Somoil) prevê, ainda este ano, a sua entrada no sector de distribuição e de energia renovável, com a instalação, numa primeira fase, de quatro postos de abastecimento de combustíveis.

11/05/2022  Última atualização 08H50
© Fotografia por: DR

O presidente do Conselho de Administração da petrolífera privada nacional, Edson Santos, que falou num "café” com jornalistas, fez saber que, numa primeira fase, a empresa vai colocar postos de abastecimento nas províncias de Luanda e Mbanza Kongo (Soyo), onde a instituição já tem espaço e obras em estado avançado de execução.

Segundo Edson Santos, o plano de expansão contempla a criação de entre 25 a 40 postos de abastecimento, num investimento de entre 27 e 44 mil milhões de dólares, ao longo de cinco anos.

O gestor avançou ainda que as infra-estruturas, em construção ou a construir, contemplam painéis solares para o recarregamento de automóveis eléctricos, no âmbito das energias renováveis em que o mundo está hoje orientado. "Essa é uma das formas de a empresa se aproximar mais aos cidadãos, fazer com que os nossos serviços sejam cada vez mais visíveis”, disse.

 

Energia solar

Para a produção da energia solar, que representa um passo importante na afirmação como "player” integrado, segundo Edson Santos, a Somoil vai contar com a parceria de uma empresa ibérica, a Hyperion, entidade com vasta experiência no sector das Energias Renováveis.

Edson Santos disse que, para o triénio 2020-2023, a empresa tem como estratégia a duplicação do investimento e da produção petrolífera, que passa pela substituição completa das linhas de produção e descarte de água e no incremento da substituição/conversão de geradores a gasóleo para gás natural, já que toda a energia do FS/FST já é gerada via gás natural.

O gestor disse também que, neste momento, estão a ser lançadas as bases para uma trajectória de crescimento e rentabilidade que conduzirá a empresa aos mercados de capitais. "Estamos a trabalhar, para que, em 2025, possamos entrar na Bolsa de Valores de Angola e, em 2030, na bolsa internacional, para mobilizarmos mais investimentos, pois, o nosso objectivo é nos tornarmos numa empresa angolana de reconhecimento internacional a nível do sector Petrolífero”, disse.

Em 2020 e devido à Covid-19, a empresa perdeu cerca de quatro milhões de dólares e registou a estagnação de vários projectos, que deviam estimular o crescimento da empresa, o que fez com que a petrolífera tivesse menos de 3,00 por cento da quota do mercado.

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