Reportagem

Soluções estruturantes devolvem à região Sul o regresso das populações e do gado

Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola, vulgo PCESSA, foi concebido com uma duração de execução prevista de 74 meses, orçamento de mais de 5 mil milhões de dólares e uma abrangência para beneficiar as províncias do Cunene, Namibe e Huíla.

07/07/2022  Última atualização 08H35
© Fotografia por: DR

Há anos que a estiagem que afecta o Centro e Sul de Angola foi a causa de centenas de  vítimas mortais nas zonas mais críticas do país.

A seca severa põe fim à vida do gado, deixa centenas de famílias sem o que comer e obriga a transumância… Nós últimos anos, as consequências foram graves… Os idosos e  crianças foram as mais afectadas…

Crianças abandonaram as escolas e sofrem de subnutrição aguda. Mais de um milhão de pessoas, no Centro e Sul de Angola precisaram de ajuda alimentar de emergência.

A sociedade, motivada por departamentos ministeriais, mobilizou-se e procedeu à uma recolha inédita de roupa usada e produtos alimentares que serviram para apoiar as vítimas da seca no Sul de Angola…

Era o abraço solidário na sua mais pura expressão de amor ao próximo.

Em Maio de 2019, João Lourenço, o Presidente da República de Angola, deixou o gabinete e foi ao Cunene ver de perto os problemas provocados pela seca severa.

No local, vimos um Presidente preocupado com os seus… Por mais de uma vez, visitou o Cunene e tomou contacto com o estado de coisas.

Tome nota, as crises provocadas pela longa estiagem nesta região Sul, não são novas. Elas são reportadas desde os primórdios do século passado.

No entanto, nunca foram registadas acções estruturantes de combate aos efeitos da seca, sendo que em contraste aumenta exponencialmente a população humana e animal, colocando mais e mais pressão sobre os poderes públicos.

74 Meses

É o tempo previsto para a execução do Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola

1.400 Empregos
Estão garantidos com os novos projectos lançados pelo Ministério da Energia e Águas no Cunene.

Estratégia de combate

O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, referiu, ontem, no Cunene, entre outros aspectos, o facto de as obras estruturantes serem importantes mas que a conjugação entre estas e "medidas de resultado imediato" é que podem concorrer para o sucesso desta importante estratégia de combate à seca no Cunene. Fez também menção ao factor emprego, sendo que esta obra irá empregar de forma directa cerca de 1400 pessoas. O ministro, em tom de esperança, referiu que vislumbra uma viragem para esta região e que isto irá atrair mais negócios, mais empregos e mais riqueza.

O PCESSA irá em breve passar igualmente para o Namibe e a Huíla.

Visitas serviram para deixar orientações precisas

Durante as visitas presidenciais, João Lourenço deixou orientações precisas ao sector, das quais resultaram na elaboração de um Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola, vulgo PCESSA, com uma duração de execução prevista de 74 meses, um orçamento de mais de 5 mil milhões de dólares e uma abrangência que compreende as províncias do Cunene, Namibe e Huíla.

Era a hora de tudo fazer para colocar um fim ao sofrimento das populações….

És que surge o Cafu, projecto do Cafu, que cobre a região mais povoada da província do Cunene… O Presidente da República orientou que fossem,  imediatamente,  mobilizados recursos próprios do Tesouro Nacional de mais de 130 milhões de dólares para a sua execução.

Com o lançamento da obra em 15 de Novembro de 2019, seguiram-se tarefas como a elaboração do projecto base, a desminagem, o desmatamento e a abertura de picadas, a escavação e construção da estação de captação, bombagem e canais com uma extensão aproximada de 160 quilómetros, num prazo de 18 meses que julgamos satisfatório e só possível graças ao empenho da equipa do projecto, constituída pelo INRH, fiscais, empreiteiro e o governo da província do Cunene bem como da coordenação e articulação intersectorial, em particular com o MINFIN, MINOPOT e MINAGRIP.

Mesmo assim, os mais cépticos teimaram… Não quiseram acreditar nas palavras e ações de excelência.

Enquanto isso, vozes se levantavam dizendo que o Executivo não possuía estratégia nem ideias para atacar os efeitos da seca no Sul de Angola, desmentidas pelos próprios factos que agora presenciamos e que continuaremos a registar com os desenvolvimentos que o programa terá nos diferentes projectos identificados e não apenas na província do Cunene.

João Lourenço, o Presidente da República, nunca escondeu a sua preocupação com a situação das famílias do Sul de Angola afectadas pela seca.  Basta olhar para o número de deslocações que fez ao Cunene neste mandato e pelas várias reuniões e despachos que organizou para garantir que houvessem condições e soluções políticas e sociais para o problema que há décadas afecta o povo do sul, que passa pela  disponibilização de água para a população, para o seu gado e para produção de alimentos.

130 milhões de dólares

É o valor de execução das obras do Cafu, que mobilizou, directamente, o Tesouro Nacional para dar início. na altura, às empreitadas, visando garantir o cumprimento dos prazos estabelecidos pelo Governo.


Cunene testemunha início de mais obras de combate à seca

Foi lançada, quarta-feira(6), a pedra de mais projectos estruturantes de combate à seca no Cunene.

Este importante e estratégico acto de consignação foi presidido pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, ladeado pelo secretário de Estado para as Águas, Lucrécio Costa, o vice-governador do Cunene para Infraestruturas, Faustino Cortez e outras importantes figuras, tanto do Ministério da Energia e Águas como do governo local.

Este acto lançou então a construção do "Cunene 8", que contempla os lotes 7, 8 e 9, na margem direita do rio Cunene.

O referido projecto insere-se no âmbito do PCESSA (Programa de Combate à Seca no Sul de Angola), faz parte de uma iniciativa integrada num conjunto de acções prioritárias que o Presidente da República, *João Manuel Gonçalves Lourenço* tem levado a cabo e que tem vindo a ser desenvolvido pelo MINEA, que   irá, sem dúvidas, mitigar os graves problemas actuais decorrentes da seca extrema e assim inverter o ciclo de êxodo populacional, o risco de insegurança alimentar e outros males.

Desta forma, o Executivo leva não só água mas também esperança a estas populações destas regiões gravemente afectadas por este problema.

Este projecto "Cunene 8" a que hoje se assistiu ao seu lançamento, visa construir uma barragem no rio Caculuvar, na localidade da Cova do Leão e também um sistema de abastecimento de água às comunas da Cahama e Ochinjau.

Prevê-se assim ainda neste  âmbito a reabilitação de nove represas e a execução de um sistema de abastecimento de água a Óncocua, baseado no aproveitamento de furos artesianos existentes e na execução de novas captações subterrâneas. Também o Chitado será contemplado com um sistema de abastecimento de água, com captação no rio Cunene.

Este ambicioso projecto prevê abastecer cerca de 240 mil pessoas, mais de 30 mil cabeças de gado, bem como efectuar 17 mil ligações domiciliares, mais de 250 chafarizes, irrigação de uma área de cerca de 75 hectares e ainda garantir mais de 1400 empregos directos, num prazo previsto de execução de 24 meses.

No Dia da Paz

Quando no Dia da Paz, 4 de Abril deste ano, o Presidente João Lourenço inaugurou a maior solução para a seca, os angolanos e a comunidade internacional jubilaram de alegria…

Pela envergadura da infra-estrutura, foi decidido incorporar no contrato de empreitada a condição de o empreiteiro garantir  durante três anos a operação e manutenção do sistema e correcção de anomalias, assegurando assim o pleno funcionamento do sistema.

Sul de Angola consta nas prioridades da governação do presidente João Lourenço

Cunene é a expressão visível de como o Governo atende as preocupações da região Sul do país.

165 São os kilómetros de extensão do canal do Cafu.

31 Número de chimpacas totalizadas e que foram criadas ao longo do canal. 

5 É o tempo de anos, mas com interrupções devido as restrições da Covid-19, que o Governo precisa para levar soluções ao Cunene.

Mas o Presidente não estava satisfeito com o que já se tinha conseguido fazer de obras no canal…

Decidiu prolongar o canal em mais cinco quilómetros e uma chimpaca na localidade de Okanguiti, Ndombondola, sem alteração do valor contratual, o que totalizará uma extensão de 165 quilómetros de canal e 31 chimpacas. Uma decisão de um verdadeiro líder preocupado com o seu povo…

Hoje, com o canal do Cafu, há irrigação dos campos, água para o gado e para as populações que começam a voltar para as suas localidades…

O canal do Cafu é a única solução estruturada encontrada para o combate à seca ao longo dos 47 anos de independência.

Esta obra mostra a grandeza do líder que governa Angola há 5 anos. João Lourenço não precisou sequer de seis (6) anos para resolver um problema que a todos preocupava pela abrangência dos danos que provoca… Obrigado camarada PRESIDENTE.

5 mil milhões de dólares

É o valor total do orçamento do Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola, vulgo PCESSA, com uma duração de execução prevista de 74 meses.

 

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