Política

Solicitada celeridade na entrega de certidões

Adelaide Mualimusi | Ondjiva

Jornalista

A governadora provincial do Cunene, Gerdina Didalelwa, apelou, ontem, em Ondjiva, ao Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, ao "empenho e à celeridade" no processo de emissão e entrega de certidões de registo de óbito aos familiares das vítimas de conflitos políticos ocorridos entre 1975 e 4 de Abril de 2002.

17/07/2021  Última atualização 08H55
© Fotografia por: DR
Gerdina Didalelwa fez este pedido durante o acto de entrega simbólica das primeiras sete certidões de registo de óbitos à familiares das vítimas dos conflitos políticos.

No acto, decorrido sob o lema "abraçar e perdoar”, a governadora pediu, igualmente, às instituições afins no sentido de se fazer maior publicação do processo, para que os beneficiários tenham conhecimento.

Depois de fazer uma referência ao tempo em que o país esteve mergulhado num conflito armado, disse não ser hora de apontar o dedo procurando os culpados. "O importante é que cada um assuma as suas responsabilidades", defendeu.

Ana Bela Ndahalanase, que perdeu o esposo no dia 2 de Novembro de 1992, em Ondjiva, disse que com a certidão de óbito poderá tratar outros processos para beneficiar de subsídio de pensão para sustentar os filhos e inscrevê-los na faculdade.

Epifânia Siwovanu, cujo marido desapareceu no dia 5 de Maio de 2001, agradeceu por receber o documento, 20 anos depois, o que a ajudará na resolução de vários problemas. Mas espera pelas ossadas do  marido para realizar um funeral condigno.
* Com Angop

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