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Sociedade civil rejeita acordo com a Alemanha sobre genocídio

A presidente da Organização Democrática da Unidade Nacional da Namíbia, Esther Muinjangue, disse, sexta-feira, que os partidos de oposição e muitas das partes afectadas rejeitam o acordo estabelecido com a Alemanha para compensar vítimas do genocídio.

26/09/2021  Última atualização 06H45
© Fotografia por: DR
Sengundo Esther, as partes pretendem que as reparações sejam distribuídas através de uma série de projectos e iniciativas de desenvolvimento, ao invés de uma compensação que incide directamente nos descendentes das comunidades atingidas.
 Várias centenas de pessoas fizeram, quinta-feira, um protesto em frente ao Parlamento onde estava a ser debatido o acordo no qual a Alemanha reconheceu ter cometido genocídio durante a ocupação colonial.

 Em Maio, a Alemanha reconheceu que cometeu genocídio na Namíbia e prometeu um bilião de euros em apoio financeiro aos descendentes das vítimas. Activistas rejeitaram de imediato a oferta, considerando-a "insuficiente”. No início do século XX, soldados alemães chacinaram mais de 100 mil herero e nama na antiga colónia alemã.

O massacre dos nama e herero ocorreu entre 1904 e 1908, quando a Namíbia era a colónia Sudoeste Africano Alemão. A campanha militar levou ao extermínio de homens, mulheres e crianças, como resultou na pilhagem das suas terras e haveres com autorização explícita das autoridades.

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