Política

Sociedade civil ouvida no Cuanza-Norte

Marcelo Manuel | Ndalatando

Jornalista

O Presidente da República, João Lourenço, teve, terça-feira, em Ndalatando, província do Cuanza-Norte, encontros separados com membros da sociedade civil, líderes religiosos e empresários, com os quais abordou questões de âmbito social e económico que afligem a região.

16/09/2021  Última atualização 05H45
Várias preocupações foram apresentadas ao Chefe de Estado © Fotografia por: Nilo Mateus| Edições Novembro| Ndalatando
Em declarações à imprensa, no final  do  encontro, o secretário  do  Conselho Provincial da Juventude do Cuanza-Norte, Gaspar Faustino, disse que entre os problemas apresentados ao Chefe de Estado constam problemas ligados ao desemprego.

Disse que apelou ao Presidente da República no sentido de persuadir as entidades competentes a viabilizarem a reforma por tempo de serviço ou idade dos funcionários abrangidos nesta cláusula, para permitir que os lugares deixados sejam ocupados por jovens desempregados.

Falou igualmente da burocracia nas administrações municipais e bancos comerciais na cedência de títulos de concessão de terras e créditos, respectivamente, para a materialização de projectos agrícolas.

"Lamentamos também a situação da paralisação das obras da centralidade de Ndalatando que, no nosso entender, seria uma mais-valia na resolução dos problemas da habitação para a juventude local”, revelou.
O empresário Gilberto Simão reclamou a fraca execução do Programa PRESILD que contempla várias acções para o financiamento de projectos com viabilidade económica.

O moderador do Conselho de Igrejas Cristãs na província, João Mateus, considerou o encontro como "histórico e proveitoso”. Informou que a ocasião serviu para abordar questões ligadas à situação da Covid-19, a não promulgação da Lei Orgânica sobre as Eleições Gerais, os preços dos principais produtos da cesta básica e a situação de algumas vias secundárias da província do Cuanza-Norte.

 Explicou que as sugestões apresentadas ao Titular do Poder Executivo foram levadas em consideração e que recebeu, do Presidente João Lourenço, garantias de solução das preocupações apresentadas.
O soba do bairro Madeira, no município do Ngonguembo, a 95 quilómetros de Ndalatando, Domingos Kizembe, disse que a maior preocupação apresentada foi a situação do "péssimo estado de conservação da via de acesso que liga o seu município ao do Golungo-Alto.

A entidade tradicional reclamou a inexistência de qualquer trabalho de asfaltagem dos 23 quilómetros, entre a comunidade do Andulo, no município do Golungo-Alto, até à vila de Quilombo dos Dembos, mesmo depois do lançamento da primeira pedra, para o arranque do projecto em Fevereiro passado.

"Não há movimento de máquinas nem homens para  asfaltarem o troço do Ngonguembo ao Golungo-Alto", lamentou.
Referiu que a degradação da referida via inviabiliza o escoamento dos produtos do campo e abre margens para a especulação de preços, por parte dos automobilistas que cobram entre cinco a sete mil kwanzas por cada viagem, entre a sede municipal até Ndalatando e vice-versa.

Explicou que em resposta, o Presidente da República disse dominar o assunto e prometeu articular junto do Ministério da Economia e Planeamento a estratégia para responder à inquietação apresentada.

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