Mundo

Socialistas em Portugal lideram intenções de voto

Guilhermino Alberto

A dois dias das eleições autárquicas, pelas quais os portugueses são chamados a eleger 308 presidentes de câmaras municipais e 3.092 de juntas de freguesias, as sondagens indicam que o Partido Socialista (PS) sai vencedor no próximo domingo, embora o seu candidato à Câmara de Lisboa, Fernando Medina, poderá não alcançar a maioria absoluta.

24/09/2021  Última atualização 08H20
Em 2017, o PS, de António Costa, bateu o seu recorde de câmaras municipais conquistadas © Fotografia por: DR
De acordo com o estudo de opinião conduzido pelo Centro de Sondagens da Universidade Católica Portuguesa (Cesop), com 37 por cento das intenções de voto, Fernando Medina deverá conseguir eleger entre sete e oito vereadores, embora não esteja afastado o cenário dos nove assentos que garantem a maioria absoluta. Lisboa tem 17 mandatos para a Câmara Municipal. Nas últimas eleições, em 2017, o PS conquistou 42 por cento dos votos e oito vereadores. 

A segunda força política foi o Centro Democrático Social-Partido Popular (CDS-PP), com 20,59 por cento e quatro mandatos, enquanto o PSD obteve 11, quase metade, 22 por cento e dois assentos. Na distribuição actual dos mandatos, a CDU tem dois assentos, resultantes de 9,55 por cento dos votos, e o Bloco de Esquerda (BE), que teve 7,14 por cento, elegeu um vereador.

Ontem, num almoço de campanha de Lisboa, no Parque Mayer, onde esteve, também, o presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, para apoiar Carlos Moedas, Rui Rio, o líder do PSD, mostrou-se indiferente às sondagens e continua a acreditar na vitória do candidato do seu partido.

Com 28 por cento das intenções de voto, Carlos Moedas mais do que duplica o resultado dos social-democratas em 2017, mas não consegue melhorar os números do PSD e do CDS-PP juntos nas últimas autárquicas (31,81 por cento). A coligação Novos Tempos, que reúne o PSD, CDS-PP, PPM, MPT e Aliança, deverá eleger cinco e seis vereadores.

Liderada pelo já vereador João Ferreira, a lista da Coligação Democrática Unitária (CDU), integrada pelo Partido Comunista e os Verdes/ PEV, continua a ser a terceira força política na capital portuguesa, com 11 por cento das intenções de voto. Contudo, se os resultados apurados pela sondagem da Universidade Católica se verificarem, não está excluída a hipótese de a CDU perder um dos lugares na vereação.

 A candidatura de Beatriz Gomes Dias reúne 7 por cento das intenções de voto e, deste modo, o Bloco de Esquerda pode manter o  mandato.

Com cinco por cento dos votos estimados, Bruno Horta Soares, candidato da Iniciativa Liberal, ainda pode ser eleito vereador, de acordo com a distribuição de votos pelas várias candidaturas resultante da sondagem.

A candidatura de Manuela Gonzaga, do PAN, com 3 por cento dos votos, poderá falhar o objectivo de eleição de um vereador, tal como o Chega – também com a mesma percentagem  -, cuja lista a Lisboa é liderada por Nuno Graciano. Outro dos estreantes na corrida autárquica, Tiago Matos Gomes, do Volt Portugal, tem 1 por cento das intenções de voto.

Quatro listas estão abaixo desta fasquia: o Nós, Cidadãos, liderado por Sofia Afonso Ferreira; o movimento cívico Somos Todos Lisboa, impulsionado pela angolana Ossanda Liber; o Partido Democrático Republicano, de Bruno Fialho, e o Ergue-te!, de João Patrocínio.

Nas eleições autárquicas de 2017, o PS bateu o seu recorde de câmaras municipais conquistadas, e o PSD atingiu mínimos históricos, precipitando a saída de Pedro Passos Coelho da liderança do partido.Se o PSD sofrer igual revés, Rui Rio, que já se confronta com fissuras internas, seguirá o caminho de Passos Coelho, pondo o lugar à disposição.
Guilhermino Alberto | Lisboa

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Mundo