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Social-Democratas favoritos na Finlândia

A Finlândia realiza no domingo eleições legislativas com as sondagens a mostrarem como favoritos os sociais-democratas, na oposição, apoiados por um eleitorado disposto a castigar o Governo de centro-direita pela austeridade dos últimos quatro anos.

13/04/2019  Última atualização 07H53
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O Executivo de coligação entre os centristas, conservadores e nacionalistas, liderado por Juha Sipila, entrou em funções quando o país registava três anos consecutivos de recessão.
Cortes significativos foram aplicados na Educação, Saúde e prestações sociais e, segundo números oficiais, a economia recuperou, registando um crescimento médio anual de 2 por cento e uma redução do défice público dos 3,2 por cento de 2014 para 0,6 em 2018.
Os efeitos dos cortes fizeram-se sentir sobretudo entre os pensionistas, famílias com crianças, estudantes e desempregados, e as sondagens reflectem o desagrado dos eleitores para com o Governo. O mais castigado é o Partido do Centro de Sipila, que na sondagem, divulgada na quinta-feira pela televisão Yle, deverá passar para quarta força política, com 14,5 por cento, menos 6,6 pontos percentuais que nas eleições de 2015.
Em contrapartida, o Partido Social-Democrata (SDP), de Antti Rinne, que nas últimas legislativas teve o pior resultado da história, surge agora como o mais votado, com 19 por cento, o que, a confirmar-se, coloca-o em posição de formar Governo, apesar de nas últimas semanas, os sociais-democratas terem perdido pontos nas sondagens, depois de Rinne ter defendido um aumento dos impostos indirectos para financiar o sistema de protecção social.

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