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Situação de fome sem qualquer relação com aquecimento global

O aquecimento climático não teve nenhum papel na fome que grassa no Sul de Madagáscar, ao contrário do que chegou a afirmar a Organização das Nações Unidas, indica um estudo ontem publicado em Paris e divulgado pela AFP.

03/12/2021  Última atualização 11H20
© Fotografia por: DR
O estudo, que coloca em causa a ligação entre a pobreza e a variabilidade natural do clima, volta a trazer mediatismo à parte Sul daquela ilha do Oceano Índico, fustigada por uma seca inédita em várias décadas, que precipitou mais de um milhão de pessoas em subnutrição aguda.

Em Junho, o Programa Alimentar Mundial (PAM) tinha relacionado esta crise de fome com o aquecimento global provocado pela actividade humana no mundo, uma causa sobre a qual insistem as autoridades de Madagáscar, e o Presidente, Andry Rajoelina, chegou a queixar-se, em Glasgow, na recente Cimeira sobre o Clima, de que o país estava a pagar por algo em que não tinha participado.

A quantidade de chuva que caiu nas monções entre 2019 e 2021 naquela ilha foi 60 por cento inferior ao habitual, mas os cientistas asseguram que o aquecimento climático "não aumentou de maneira significativa a probabilidade de seca”, no Sul do país.

Esta conclusão vai ao encontro da avaliação dos especialistas do clima da Organização das Nações Unidas publicada em Agosto deste ano.

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