Política

Simão Macazu desiste impugnar o congresso

Joaquim Cabanje

Jornalista

Simão Macazu, ex-líder do Partido Democrático para o Progresso de Aliança Nacional Angolana (PDP-ANA), afirmou ontem, em Luanda, que já não vai impugnar o II Congresso Ordinário da formação política, agora presidida por Abreu Capitão Bernardo.

14/01/2022  Última atualização 08H55
Simão Macazu desistiu da sua intenção de salvar o partido © Fotografia por: DR
Macazu perdeu o pleito eleitoral realizado em Dezembro último, numa disputa que colocou frente-a-frente sete candidatos.
"Tomei essa decisão porque depois de muito reflectir, não sozinho mas com uma equipa de militantes e antigos colegas da direcção, chegou-se à conclusão de que não adiantava impugnar o congresso. Porque iríamos criar problemas difíceis, que poderiam conduzir o partido até à extinção”, justificou.

Segundo o político,o partido já sofreu bastante, desde os tempos  do fundador Mfulumpinga Nlandu Victor. Agora nas vestes de presidente honorário do PDP-ANA, Simão Macazu descreveu um outro momento nebuloso.

Lembrou que, depois da morte de Mfulumpinga Nlandu Victor, o presidente Sediangane Mbimbi também teve problemas com o seu secretário-geral, Malungo Belo, cuja disputa tinha a ver com a gestão das contas da campanha eleitoral de 2008.

Como consequência, disse, o antigo presidente do PDP-ANA, quer o secretário-geral, Malungo Belo, quer o então presidente, Sediangane Mbimbi, abandonaram o partido fundado em 1991.

Em face da vacatura, Simão Macazu, na altura secretário-geral adjunto, assumiu em 2009 a liderança da gestão da comissão preparatória até à realização do 1º Congresso ocorrido em 2015, que o catapultou à presidência do PDP-ANA.

Os litígios persistentes fizeram com que o partido perdesse o único assento parlamentar obtido em 1992 e ainda o cargo no Governo de Unidade e Reconciliação Nacional. Para evitar a extinção, no seu entender, a única forma foi integrá-lo na Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE).

"Por isso, pensamos que se impugnasse o congresso. Uma primeira consequência é que podemos não realizar um outro congresso a breve trecho para o partido se reorganizar e avançar para as eleições que se aproximam. Podemos não ter dinheiro para tal”, enfatizou.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Política