Coronavírus

Shantivax, a primeira vacina africana contra a Covid-19

Um grupo de cientistas sul-africanos projectou e desenvolveu a primeira vacina da Covid-19 de origem africana, chamada Shantivax.

25/02/2021  Última atualização 13H24
Cientistas sul-africanos, desenvolveu a primeira vacina da Covid-19 © Fotografia por: DR
A Genlab, empresa de imunoterapia sediada em Port Elizabeth (África do Sul), juntamente com a empresa dinamarquesa de biotecnologia Immunitrack, criou uma "vacina da próxima geração” que irá provocar tanto uma resposta de anticorpos quanto de células T, conhecidas por desempenharem um papel fundamental na resposta imunitária.

"Vai mudar completamente a forma como o mundo olha para África em termos de inovação. Temos uma vacina com origem em África, para África e para o mundo em desenvolvimento ”, disse à comunicação social sul-africana o CEO da Genlab, Kamsellin Chetty.
As "vacinas da próxima geração” são aquelas que se adaptaram e evoluíram das vacinas actuais para serem mais seguras e eficazes. "É a primeira vez que o conceito e o design de uma vacina Covid-19 vem da África do Sul”, disse Chetty. O protótipo Shantivax está actualmente na fase de testes pré-clínicos.

A vacina usa uma amostra da bactéria viva, mas enfraquecida, que é conhecida por ser segura e estimulará continuamente o sistema imunológico para fornecer protecção de longo prazo contra a Covid-19.
A vacina pode residir no pulmão por vários anos enquanto fornece estímulos contínuos para o sistema imunológico identificar e neutralizar a Covid-19 antes de se replicar intensamente.
Assim que a vacina Shantivax for aprovada nos testes clínicos, Chetty diz que eles esperam transferir a produção para o Serum Institute of India (SII).

De acordo com o director-executivo da Immunitrack, Stephan Thorgrimsen, este projecto "apresenta uma abordagem poderosa" para gerar uma resposta imunológica duradoura contra as variantes emergentes da Covid-19.
"A nossa plataforma vai permitir que a Shantivax atenda à necessidade urgente de uma vacina eficaz, acessível e produtiva para o Continente Africano ”, acredita Stephan Thorgrimsen.

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