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“Sete” nacional e Dinamarca disputam quinto lugar

Teresa Luís

A Selecção Nacional joga neste domingo(3), pelo quinto lugar, da 23ª edição do Campeonato do Mundo júnior feminino de andebol, quando defrontar às 11h45, a similar da Dinamarca, no Pavilhão Dvorana Golevec de Celje, na Eslovénia.

02/07/2022  Última atualização 09H55
© Fotografia por: DR

Ontem, nas classificativas do quinto ao oitavo lugar  da classificação final, as campeãs africanas derrotaram a Suíça, por 26-21. A primeira parte foi marcada pelo equilíbrio, com parada e resposta de parte-a-parte.

Aos 15 minutos, Angola passou pela primeira vez  a frente do marcador ao registar 5-4. Jogados 21 minutos, ambas as selecções estavam empatadas a sete golos, mas já era visível a ascendência  competitiva das comandadas de José Chuma.

Nos minutos subsequentes, o combinado angolano estabeleceu a magra vantagem de três golos, 11-8, resultado com que saíram para o intervalo. Na segunda parte, o "sete” nacional entrou com a determinação de chamar para  si o triunfo.

O conjunto europeu, por sua vez, não se fez rogado e apostou no sistema defensivo 4-2, para frustrar os intentos das angolanas. Aos poucos, a Selecção ampliou a diferença de golos e agarrou-se ao resultado até ao apito final. Bernadeth Belo foi eleita Jogadora Mais Valiosa do encontro.

 

Protesto

O seleccionador nacional José Chuma afirma que, durante o jogo entre Angola e Holanda, referente aos quartos-de-final, a Selecção foi vítima de preconceito  racial.

Segundo o treinador, no decorrer do encontro, o "sete” nacional teve dois adversários, pois a dupla de arbitragem actuou com dualidade de critérios.

"É muito grave. As holandesas, por diversas vezes, chamaram as nossas atletas de "prostitutas pretas”. Demos a conhecer à mesa, mas infelizmente nada foi feito no sentido de repudiar tais actos que mancham a modalidade. Quando cometemos uma falta, há sempre exclusões. Houve momentos que ficamos apenas com três atletas em campo. Quando a mesma situação acontece com as adversárias, os árbitros deixam passar. Portanto, há dualidade de critérios. Na opinião deles já chegamos longe demais”, lamentou.

Paula Silva, vice-presidente da Federação e chefe da delegação angolana na Eslovénia, escreveu uma carta dirigida à organização, onde manifesta o desagrado em relação aos acontecimentos vivenciados naquele jogo.

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