Opinião

Sensibilização e consciencialização

A dezanove dias do pleito eleitoral marcado para o dia 24 de Agosto, é salutar ouvir o apelo de todos quadrantes da sociedade angolana direccionado para algo que os angolanos muito estimam há exactamente 20 anos, a paz, a estabilidade e o esforço colectivo de reconciliação.

05/08/2022  Última atualização 07H15

Todas as sensibilidades da sociedade angolana falam sobre a necessidade de os actores directamente envolvidos na "peleja eleitoral”  observarem o civismo, a tolerância, entre outras práticas dignas da convivência humana.

Sabemos que nunca teremos um processo perfeito, um acto pré e pós-eleitoral livre das situações que envolvem o comportamento humano, nem sempre acompanhado da racionalidade que inibe o cometimento de excessos. O mais importante, no entanto, é que os eventuais comportamentos menos bons e, às vezes, inesperados, numa altura em que nos preparamos para participar do acto eleitoral que decorrerá no dia 24 de Agosto, não atentem contra a integridade física, contra o património e, mais importante para o contexto, não afectem a natureza livre e voluntária do exercício do voto.

Como sabemos, o voto é secreto, não sendo sequer ético discutir-se as tendências pessoais ou de grupo para formalizar a votação no dia marcado, realidade esta que nos deve mobilizar para instar os mais próximos sobre a importância e  necessidade do exercício de cidadania.

Vale a pena incentivar  a todas as  pessoas em idade eleitoral e registadas para o efeito  no sentido de ganharem consciência de que apenas com a participação massiva no voto é que seremos capazes de fortalecer a nossa democracia. Todo e qualquer acto em sentido inverso, além de enfraquecer o jogo  democrático, acabará por retirar a representatividade das populações que, em regra, tendem a se queixar sobre os políticos.

Umas vezes, queixam-se as pessoas de que os políticos supostamente não os representam devidamente quando, na verdade, para a efectivação daquele desiderato importa que as mesmas participem activamente.

Não é segredo para ninguém  que quando se espera pelo engajamento das pessoas na vida política  do país nem sempre a taxa  de participação  acaba por ser directamente proporcional às revindicações feitas. Está claro que a melhor forma de ver os problemas das comunidades superados passa sobretudo e fundamentalmente pela participação activa das pessoas, logo faz todo o sentido votar nas eleições.

Por outro lado, o exercício do poder político, como sabemos, passa por um processo de legitimação, renovação ou manutenção,  de cinco em cinco anos, realidade que ocorre apenas com as eleições regulares.

Portanto, para bem do nosso processo democrático sejamos um agente de mobilização, sensibilização e consciencialização para o exercício do voto, enquanto pressuposto para assegurar maior representatividade, para fortalecer as nossas instituições e aumentar a participação popular. E nisto apelemos continuamente para um exercício do voto que nos dignifique a todos como verdadeiros  democratas, amantes da paz, amigos da tolerância e cultores da diversidade cultural.

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