Economia

Senegal quer investir na Zona Económica

Helma Reis

Jornalista

Empresas senegalesas pretendem investir em Angola, visando o relançamento da cooperação bilateral entre ambos os países, anunciou, em Luanda, a ministra dos Negócios Estrangeiros e dos Senegaleses no Exterior, Aissata Taal Sall.

23/01/2022  Última atualização 08H13
Aissata Saal esteve de visita a Angola e deslocou-se à Zona Económica Especial Luanda-Bengo © Fotografia por: Vigas da Purificação | Edições Novembro
 Ao falar à imprensa no final de uma visita às instalações da Zona Económica Especial (ZEE) Luanda – Bengo, disse que existe um forte interesse do Senegal em cooperar com Angola na criação de novos investimentos e instalar negócios na ZEE.
 Aissata Taal Sall, que se fez acompanhar de uma importante delegação diplomática, referiu que acredita que a cooperação entre ambos os países pode estimular investimentos recíprocos com outras nações africanas, para ajudar o continente a crescer de forma mais célere.Realçou que encara, com grande preocupação, o facto de apenas 13 por cento dos países  africanos efectuarem trocas comerciais entre eles, tendo defendido a necessidade de melhorar o cenário, "já que o continente tem um enorme potencial para depender de si próprio”.
 Sublinhou que a intenção é fazer com que em pouco tempo 90 por cento dos africanos cooperem. Na visita às instalações da ZEE Luanda – Bengo que serviu, igualmente, para identificar os sectores para investimento, disse ter gostado do que viu, pois o espaço é um exemplo e princípio para qualquer país que pretende atingir o desenvolvimento.
Por isso, acrescentou, África precisa de muitos investidores, apoiando a ideia da criação de Zonas Económicas, onde as pessoas possam investir para  desenvolver e diversificar a economia, assim como resolver o problema da empregabilidade, sobretudo, dos jovens.
 O presidente do Conselho de Administração da ZEE Luanda-Bengo, António Henriques da Silva, recordou que a instituição proporciona aos investidores nacionais e estrangeiros todas as condições administrativas e infra-estruturais, tendo em vista a diversificação da economia, geração de empregos e o incremento da produção, que se traduzem em oportunidades e vantagens recíprocas,  sobretudo, no contexto da Zona de Comércio Livre Continental Africana.
 António Henriques da Silva destacou o facto de qualquer investimento na ZEE proporcionar exposição e vantagens competitivas no mercado global, por integrar a Organização  Mundial das Zonas Francas.
A ministra dos Negócios Estrangeiros e dos Senegaleses no Exterior terminou, na sexta-feira, a visita de dois dias a Angola, tendo sido recebida pelo Presidente da República, João Lourenço.

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