Desporto

Senegal prossegue a sua “aventura”

António Félix

Jornalista

O Senegal está apurado para os quartos-de-final da Taça de África das Nações. Em superioridade numérica durante quase todo o encontro, os Leões de Taranga cantaram vitória (2-0) sobre os Tubarões Azuis de Cabo Verde, com golos de Sadio Mané (63º) e Bamba Dieng (90+2´).

26/01/2022  Última atualização 05H20
© Fotografia por: DR
Os Leões não brilharam como se esperava. Souberam sim aproveitar as expulsões dos cabo-verdianos Patrick Andrade, aos 21 minutos,e depois Vózinha, aos 57, para ganharem a partida.

O técnico Aliou Cissé fez duas boas alterações em relação ao encontro anterior contra o Malawi, fazendo alinhar Pape Guèye e Famara Diédhiou, estreando-os  assim neste CAN.


O primeiro, médio do Olympique de Marselha, substituiu Cheikhou Kouyaté, suspenso por acumular cartões amarelos, e Famara Diédhiou foi colocado na linha de ataque, acompanhado por Sadio Mané à esquerda e Boulaye Dia à direita. O resto foi clássico.

 O Senegal começou o jogo com um "estrondo", invadindo a grande área do campo adversário, zona onde o temível avançado Sadio Mané rematou para poste adversário, decorriam dois minutos do desafio, depois de um passe recebido de Idrissa Gana Guèye. Foi, na verdade, o primeiro aviso dado pelo Senegal a Cabo Verde.

 Galvanizados com esta incursão em terreno alheio, os Leões de Taranga intensificaram o seu ataque, com muita pressão, e só não marcaram porque os passes mortíferos saíam imperfeitos.


Aos 20 minutos, quando a bola em posse do Senegal, precisamente sobe o domínio dos pés perigosos de Pape Guèye, foi travado em falta pelo defesa cabo-verdiano, Patrick Andrade, quando pretendia tirar a bola e, em falso, pisou na tíbia do jogador senegalês.


 O árbitro do encontro, pela contundência da falta, sacou inicialmente a cartolina amarela, mas depois de consultar o VAR exibiu um vermelho a um jogador de  Cabo Verde, que foi forçado a jogar reduzido a dez unidades.
 Os senegaleses não souberam explorar e retirar vantagem  desta redução numérica e impor superioridade para fazer funcionar o marcador, que ficou inalterável até ao intervalo.

 De regresso dos balneários, i técnico senegalês, Aliou Cissé, orientou os seus pupilos a reentrarem em campo com a mesma deteminação ofensiva, pressionando os cabo-verdianos em inferioridade numérica.


 Fruto desta toada atacante a eficácia do jogo senegalês aconteceu aos 53 minutos do jogo. Edouard Mendy  com a bola sob o seu controlo serviu, em, profundidade para a "máquina de fazer golos", chamada Sadio Mané. Conhecendo a mestria deste avançado do Liverpool da Inglaterra, o guarda-redes dos Tubarões Azus de Cabo Verde, José Évora Dias, envolveu-se no chão.

 Por essa acção do guarda-redes , o árbitro do desafio  considerou perigosa e exibiu outro cartão vermelho.
E passou-se a assistir a um jogo de 11 contra 9 até que, 63 minutos, Sadio Mané -sempre ele - inaugurou o marcador com um forte remate.Mas, individualmente, a alegria durou pouco para o número 10 senegalês. Sadio ainda "arrastava" as consequências do seu confronto no chão com o guarda-redes cabo-verdiano e, por esta razão, cedeu o seu lugar, aos 69 minutos, ao seu colega Bamba Dieng do Marselha de França.

 A entrada deste jovem do Marselha foi decisiva. Depois de uma má recuperação do defesa cabo-verdiano Nuno Borges no círculo central, Famara Diédhiou, Alanyaspor na Turquia,  e Bamba Dieng, encontram-se em jogada 2 contra 1 com o jogador dos Tubarões.


Foi nesta situação que o avançado do Alanyaspor na Turquia, com perfeição, marcou o golo de deu a vitória de 2-0, ao 90+2 minutos, para o Senegal, que nos quartos de final vai defrontar o vencendo do jogo de hoje, entre Mali-Guiné Equatorial. De resto, apesar da vitória e da qualificação, os Leões de Teranga terão de mostrar  ainda o seu melhor nos quartos de final para prosseguirem triunfalmente a sua "aventura" de conquista do título.Noutro encontro da noite os Leões de Atlas (Marrocos) derrotou o Malawi, por 2-1, e carimbou o seu passaporte para os quartos de final. Tratou-se de um desafio onde a selecção  marroquina foi superior porque concretizou as oportunidades que criou na área adversária.
Do Malawi fica a boa replica e o golo de honra que  marcou, sinal de que nos próximos torneios evoluirá com outra experiência.

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