Desporto

Selecção Nacional treina na cidade de Yaoundé

Armindo Pereira

Jornalista

A Selecção Nacional sénior feminina de basquetebol realiza, hoje, às 14h00, o treino de adaptação ao piso do Pavilhão dos Desportos de Yaoundé, capital dos Camarões, onde joga, no domingo, contra a similar de Moçambique, para a primeira jornada do Grupo B do Campeonato Africano das Nações, Afrobasket'2021.

15/09/2021  Última atualização 05H40
Walter Costa e atletas fazem, às 14h00, sessão de adaptação e reconhecimento do piso © Fotografia por: Alberto Pedro | Edições Novembro
O seleccionador nacional, Walter Costa quer aproveitar a "bolha” para dar continuidade ao processo de preparação, tendo em vista o aprimoramento táctico nos dias que restam para o jogo de estreia, diante do conjunto orientado por Nazir Salé.  

Com excepção da poste Angelina Golome, todas as jogadoras convocadas têm experiência competitiva em campeonatos africanos a nível dos seniores.


Whitney Miguel (poste) e Clarice Mpaka (extremo-base) estão de regresso depois de falharem a edição de 2019, albergada pelo Senegal.  
De acordo com a FIBA África, a ideia da "bolha” passa por isolar todas as atletas e pessoas envolvidas directamente na prova, para que os protocolos sanitários sejam cumpridos e, o mais importante, o distanciamento total seja eficiente para conter a acção do vírus da Covid-19.


A antiga internacional angolana Jacqueline Francisco, antevê dificuldades para o conjunto nacional e considera que as compatriotas contam entre as cinco melhores do continente, apesar dos sexto lugar obtido no Afrobasket'2019, em Dakar. 


"Para sonharmos com um lugar no pódio, vamos ter de superar selecções como a Nigéria, Mali, Senegal e Moçambique, sem qualquer desrespeito para as outras equipas que têm estado a emergir nos últimos anos”, começou por analisar a antiga poste do 1º de Agosto.


Quanto ao desafio de estreia, a agora treinadora-adjunta da formação militar chama a atenção para o jogo a exterior e interior das moçambicanas, que no seu entender têm um conjunto muito equilibrado. 


Algumas das jogadoras mais influentes já passaram pelo nosso campeonato sénior. Leia Dongue, Deolinda Gimo (extremo-poste) e a poste Tamara Seda são as que mais se destacaram pela qualidade técnica e experiência competitiva, sobretudo a jogarem de costas para o cesto.


"Do ponto de vista defensivo é uma selecção agressiva. Olhando para estes factores, vamos ter dificuldades para ultrapassar Moçambique. Acredito que estamos em condições de fazer boas partidas porque o técnico Walter Costa levou para Yaoundé jogadoras que dão garantias para alcançarmos as metas”.


Jacqueline Francisco considera que a Nigéria é a principal favorita a conquistar e consequentemente revalidar o título. Recordou que nos últimos anos relegou o Senegal para o segundo plano e representou o continente no maior evento desportivo, os Jogos Olímpicos de Tóquio'2020.


As principais jogadoras da selecção nigeriana militam no basquete profissional da Europa e nas equipas universitárias dos Estados Unidos, casos de Ezinne Kalu (MVP do Afrobasket'2019), Adaora Elonu, Victoria Macaulay e Evelyn Akhator constituem o "motor” das campeãs africanas.


"É uma selecção liderada pela base Ezinne Kalu, excelente nos lançamentos de curta e longa distância, muito forte num um contra um que se destaca também pelas assistências. Tem também Adaora Elonu que joga em Espanha e já representou o 1º de Agosto. Tem qualidade inquestionável . Portanto, vamos ter jogos difíceis na fase de grupos”.    

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Desporto