Regiões

Sede municipal do Mungo há sete meses às escuras

O município do Mungo, na província do Huambo, está privado de energia eléctrica há sete meses, devido a uma avaria no único grupo gerador de 1.000 KVA, atingido por uma descarga atmosférica, que danificou a placa.

14/09/2019  Última atualização 10H29
Jaimagens

Moradores da sede municipal, contactados pelo Jornal de Angola, manifestaram-se preocupados com a situação, pelo facto de não haver um horizonte temporal para a reposição da energia na vila.
Aberlado Chissalukila, residente na vila do Mungo há mais de treze anos, afirmou que a situação está a criar dificuldades à população, atendendo ao índice de insegurança nos bairros. “Sem energia e água o município não tem vida, por serem sectores fundamenteis para o desenvolvimento de qualquer região”.
A administradora do município do Mungo, Rebeca Somayakuenje, pede aos munícipes para manterem a calma, porque esforços estão a ser envidados para que dentro de dias o gerador de 1.000 KVA seja reparado.
Rebeca Somayakenje defende a necessidade de se aumentar o número de consumidores, no sentido de criar e ampliar a oferta de bens e serviços sociais básicos na vila e arredores.
No quadro do Programa Nacional de Desenvolvimento (PND), acrescentou, um dos programas prioritários do Governo Provincial é aumentar o acesso da população à energia e à água.
Quanto à instalação de postes de iluminação pública, equipados com painéis solares, a administradora diz tratar-se de uma acção que vai se estender em todas as ruas da vila municipal, no quadro do Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM).

Hospital sem bloco operatório

O Hospital Municipal do Mungo necessita com urgência de um bloco operatório, segundo o director clínico da instituição.
Gabriel Salukanga disse que os pacientes que necessitam de intervenção cirúrgica são encaminhados para o Hospital Municipal do Bailundo ou para o Hospital Geral do Huambo.
O Hospital Municipal do Mungo, acrescentou, é assegurado por 42 trabalhadores, entre médicos, enfermeiros e auxiliares. Com capacidade para 53 camas, dispõe de uma ambulância para evacuar os doentes em estado grave.
Gabriel Salukanga apontou também a falta de uma enfermaria para tratamento de doenças respiratórias, bem como a necessidade do recrutamento de médicos especializados nas áreas de ginecologia, obstetrícia e ortopedia.
A unidade sanitária tem disponíveis serviços de banco de urgência, pediatria, medicina, laboratório, banco de urgência, vacinação, pequena cirurgia e farmácia. Conta também com uma morgue, com capacidade para conservar oito corpos.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Regiões