Economia

Sector produtivo recebe 1,3 mil milhões de kwanzas em cinco anos

Delfina Victorino | Cuito

Jornalista

A província do Bié recebeu, nos últimos cinco anos, incentivos financeiros para investimentos no sector produtivo avaliados em mais de 1,3 mil milhões de kwanzas, dos quais 65 por cento foi direccionado para o cultivo de cereais em grande escala, como o trigo e o arroz.

22/09/2022  Última atualização 07H30
Potencialidades da província planáltica do Bié têm estado expostas em várias feiras agro-produtivas para atrair mais investimentos © Fotografia por: DR

Entre as safras agrícolas de 2017 e 2021, o Governo angolano, por via do programa de Expansão e Monitorização da Actividade Económica, disponibilizou perto de 550 milhões de kwanzas para 20 cooperativas de camponeses com sede nos municípios de Camacupa, Chinguar, Catabola e Cuemba, das quais 16 cumpriram com os pressupostos de avaliação impostos pelo Banco Angolano de Desenvolvimento (BAD) para a recepção do crédito.

Intervenção

O director provincial do Gabinete Provincial de Desenvolvimento Económico Integrado do Bié, Israel Valério, disse ao Jornal de Angola, que o valor aplicado, alavancou a produção em grande escala de cereais, como o trigo e o arroz naquelas regiões com tradições enraizadas na produção agrícola diversa.

Segundo ele, com a produção do trigo, arroz e também do feijão nas regiões produtivas de Camacupa, Chinguar, Catabola e Cuemba, o Governo  da província do Bié realizou, nos últimos cinco anos, um total de 15 feiras agrícolas que trouxe para as circunscrições administrativas em referência, 483 expositores que atraíram a apetência comercial de um significativo de empresários do segmento de distribuição das médias e grandes superfícies de Luanda e de Benguela, que durante este tempo realizaram negócios com produtores locais, no valor de mais de 380 milhões de kwanzas. 

"Nos últimos cinco anos, o Governo provincial do Bié promoveu 15 feiras agrícolas que permitiram a celebração de mais de 30 contratos entre produtores reunidos em cooperativas agrícolas e compradores de médias e grandes superfícies sediados preferencialmente nas zonas litorais de Luanda e Benguela, que possibilitou gerar até aqui, rendimentos acima dos 380 milhões”, disse.

Parcerias reforçadas

Os valores em moeda nacional colocados à disposição dos produtores do Bié resultou no aparecimento de novas linhas de financiamentos, que criaram outras alternativas para os produtores agrícolas e pecuários.

Nesta senda, de acordo com Israel Valério, o Governo Provincial do Bié criou parcerias com outros agentes financeiros que operam no mercado nacional, caso da KixiCrédito. Esta cedeu mais de 20 milhões de kwanzas. Beneficiou cinco produtores do segmento pecuário, cuja produção de caprinos e suínos aumentou a oferta no mercado interno até 2018. Permitiu ainda estabilizar os pagamentos correntes no período crítico da pandemia da Covid-19. Ainda assim, esta intervenção do  Governo de incentivo à produção, permitiu o aumento da safra produtiva de 2021-2022 em mais de duas mil toneladas de alimentos diversos, beneficiando também o "capital humano”, que permitiu com tal crescimento, o ingresso de mais jovens ao mercado de emprego.

 

Produtores

Israel Valério lembrou ainda que, durante os últimos três anos, o Governo Provincial do Bié, através do Fundo Activo de Capital de Risco (FACRA), inscreveu cerca de 1.034 produtores. Com o gesto, a capacidade produtiva das famílias camponeses, durante o período de crise provocado pela Covid-19.

Ainda durante a pandemia entre 2019 e 2021, segundo o director do Gabinete Económico Integrado, o Governo do Bié, por via do Fundo de Desenvolvimento Agrário (FDA), financiou 13 projectos de agricultura familiares, no valor de 204 milhões de kwanzas, tendo ainda através da linha de Comércio e Distribuição, apoiado com 161 milhões, o processo de escoamento de produção de zonas de difícil acesso para os principais centros de consumo.

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