Economia

Sector produtivo e Universidades acertam parceria no agronegócio

Os ministérios da Economia e Planeamento (MEP) e do Ensino Superior Ciência e Tecnologias de Informação (MESCTI) assinaram, ontem, em Luanda, um memorando com vista a desenvolver parcerias no sector do Agronegócio.

11/11/2020  Última atualização 13H15
Rubricaram o referido acor-do os secretários de Estado para a Economia, Mário Caetano João, e para o Ensino Superior, Eugénio da Silva. Por tratar-se de uma parceria extensiva a todas as universidades públicas, assinaram também o referido protocolo, os reitores das Universidades Agostinho Neto, Pedro Magalhães, e Mandume ya Ndemofaio, Orlando da Mata.

Um sinal de oportunidade, foi indicado pelas partes, com a existência no país de 60 milhões de hectares de terras cultiváveis, das quais, apenas 10 por cento (seis milhões) estão a ser utilizados. Destas extensões, 80 por cento (4,8 milhões) é ocupado pela agricultura familiar.O secretário de Estado para a Economia, Mário Caetano João, indicou que a parceria, ora assinada, vai permitir ao país fazer uma revolução verde, sendo essencial para a garantia de financiamentos e a captação e criação de um ambiente de  negócios favorável.

Esclareceu ser uma iniciativa entre o MEP e Fundo das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Esta parceria permitirá a captação de empreendedores do sector Agropecuário, através das universidades que leccionam os cursos de Agricultura, Economia, Gestão, entre outros.Mário Caetano João disse existir, actualmente, uma fraca relação entre o sector produtivo e as universidades, daí a im-portância  dessa relação que se pretende mais estreita entre universidades, cooperativas e vários produtores, para ajudar os camponeses na montagem de planos de negócio, estudos de viabilidade entre outros instrumentos também essenciais.
Agregar valor

Por seu turno, o secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio da Silva, apontou que a associação do projecto ao agronegócio é um instrumento importante, pois permitirá fazer com que as universidades e outras instituições do ensino superior agreguem valor à produção nacional, associando-se aos empreendedores e empresários, no sentido de elevar a cadeia de valor ao mais alto nível.

"Os acordos vão fazer com que os universitários, entre docentes e estudantes, possam associar-se aos processos produtivos, relacionando a teoria à prática”, reconheceu.Para o secretário Eugénio da Silva, as universidades podem participar, identificando parceiros e tomar parte nos processos de investigação científica em relação às se-mentes, produtos agrícolas e aos animais.Esse procedimento, admitiu, permitirá melhorar, desenvolver e incrementar novos subsídios a toda a cadeia de valor da produção nacional.
Visão da FAO

A representante  da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura em Angola (FAO), Gherda Barreto, disse que o investimento é complementar a todo um conjunto de apostas no sector e aos programas de formação global da organização com o Governo de Angola.Gherda Barreto disse que este projecto está avaliado em cerca de 36 milhões de dólares para um horizonte temporal de quatro anos. "Tendo em conta a complexidade do sector, a FAO projecta aumentar os investimentos para cerca de 57 mi-lhões até 2023”, disse.
Desembolsos do Prodesi

Em relação ao briefing semanal, o secretário de Estado para a Economia, Mário Caetano João, disse terem sido já desembolsados, desde 2019, para o Prodesi, um total de 171 mil milhões de kwanzas ao sector produtivo e gerados cerca de 29 mil postos de trabalho directo.No cômputo geral , os instrumentos e produtos financeiros já financiaram um total de 182 produtos.Quanto ao Programa de Reconversão da Economia Informal, foram registados, no período de 3 a 6 do mês em curso, 91 pedidos de crédito num valor de 235,4 milhões de kwanzas.

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