Economia

Sector eléctrico poupa 114,3 mil milhões de kwanzas no último ano

O aumento da produção de energia hídrica no país resultou, no final do ano passado, na redução drástica no consumo de diesel para a geração de electricidade, situação que resultou uma poupança estimada em 111,34 mil milhões de kwanzas, de acordo com o ministro da Energia e Águas.

15/12/2020  Última atualização 08H44
João Baptista Borges pediu empenho a todos os funcionários para o cumprimento das metas © Fotografia por: Cedidas
João Baptista Borges disse, recentemente, na cerimónia de cumprimento de fim-de-ano, com funcionários do sector, que a necessidade desse combustível utilizado para a produção de energia térmica caiu de 1.364.256 m3/ano em 2015, para 539.496 já no final de 2019, representando uma redução de quase metade.

De acordo com o ministro, a demanda atendida de energia é, actualmente, de 1.957 megawatts (MW), registando um crescimento de 11 por cento em relação ao ano anterior, reflexo das acções de investimento na extensão das redes de transporte e na ligação de novos consumidores.

Com referência ao "PDN 2020-2022 revisto", apontou três medidas urgentes, sendo a satisfação das necessidades de energia eléctrica e água potável, assegurando a oferta permanente e crescente destes serviços para a população e para o desenvolvimento económico nacional; melhoria a qualidade de prestação destes serviços públicos e garantia da utilização racional e sustentável dos recursos energéticos e de água potável a nível nacional. No sector eléctrico, o ministro enfatizou que atingimos no momento os 5.630 MW, (correspondendo 3.342 de produção hídrica, 2.223 de produção térmica e 35 de híbrida), o que corresponde a um incremento de 14 por cento comparativamente ao ano de 2019.

Em 2017, recordou João Baptista Borges, a capacidade de produção energética era de 4.068 MW. Este incremento deveu-se, essencialmente, à entrada em operação da quinta turbina de Laúca. Para o incremento, contou, também, a entrada em operação, no final do passado ano, das novas centrais térmicas de Saurimo (Lunda-Sul), Luena (Moxico) e do Cuíto (Bié).

Segundo avançou o ministro, está em curso, desde o passado dia 11 de Novembro, o comissionamento do sexto e último grupo (UG#06) da Central principal do Aproveitamento Hidroeléctrico de Laúca, com uma potência unitária de 334 megawatts, sendo expectável que o mesmo entre em operação comercial na próxima sexta-feira, 19 de Dezembro.

"Esta potência virá marcar um dos importantes marcos que deve concorrer para o aumento da capacidade de produção de electricidade no quadro da estratégia do Executivo reflectida na criação de condições para o melhoramento dos indicadores económicos e do nível de vida dos cidadãos. Poderá, igualmente, concorrer para a industrialização do país e contribuir por esta via para a significativa melhoria dos níveis de empregabilidade dos cidadãos e integração económica do país às regiões económicas às quais está associado", disse.

Novos sistemas

Sobre o sector das águas, João Baptista Borges frisou que foram concluídos, no passado ano, em várias sedes provinciais, novos sistemas de abastecimento de água. São os casos das cidades do Cuito, capital da província do Bié e em Mbanza Congo, província do Zaire.

Para o combate à seca, prevê-se que dentro de aproximadamente 2 anos esteja concluída a estação de captação de água no rio Cunene, bem como dos 158 quilómetros de aquedutos e 30 Chimpacas, que atenderão mais de 470 mil habitantes residentes nas regiões de Cafu, Kuamato, Namacunde e N'Dombola. Servirá ainda para o abeberamento de aproximadamente 500.000 cabeças de gado.

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