Economia

Sector dos diamantes prevê mais de 4 mil empregos

As 65 concessões mineiras em actividade pelo país vão garantir, até 2022, com a entrada de novos projectos em curso, mais de quatro mil novos empregos, segundo dados disponibilizados pela Empresa Nacional de Prospecção, Exploração, Lapidação e Comercialização de Diamantes de Angola (ENDIAMA E.P).

30/06/2021  Última atualização 08H30
Projectos mineiros em várias províncias estão a elevar o peso do sector na receita fiscal © Fotografia por: Edições Novembro
Em termos de produção, para este ano, prevê-se um aumento de mais de um milhão de quilates de diamantes em relação a 2020, passando a oferta nacional para os 9,3 milhões.

Na província da Lunda-Sul, os investimentos em máquinas e na capacitação das pessoas estão também a movimentar a indústria diamantífera com melhor produtividade.

O exemplo vem da região do Luinga, onde a Sociedade Mineira descobriu, nos últimos dois anos, novos 14 kimberlitos, que se juntaram a outros anteriores sete (7), totalizando 21.

Como resultado, a Sociedade Mineira do Luinga, na mina de Camatchia, de 2017 a 2019, a produção era de até 70 mil quilates. Já em 2020, a produção chegou as 100 mil quilates.

"Estamos com uma boa frota de máquinas e vem daí o aumento de mais de 30 mil quilates", disse.
 
Outros projectos

Em Maio deste ano, o presidente do Conselho de Administração da Endiama, Ganga Júnior, disse que as minas diamantíferas de Cassanguidi e Luembe, na província da Lun-da-Norte, começam a produzir ainda este ano.

Sem ter avançado mais dados técnicos relativos às reservas e ao tempo de vida das minas, Ganga Júnior afirmou que a exploração vai aumentar os níveis de produção do mineral e as receitas fiscais do subsector dos diamantes na economia nacional e no Orçamento Geral do Estado (OGE), bem como reduzir os níveis de pobreza na região.

Segundo avançou, pretende-se, igualmente, aumentar a oferta de empregos no subsector dos Diamantes.
Segundo Ganga Júnior, "pequenas minas vão contribuir para o aumento da produção”, numa fase em que se perspectiva também o início  da produção experimental da mina do Luaxe, uma das maiores de África.

"Estão, igualmente, em reestruturação o projecto Lunhinga (antigo Luó) e a mina de Camútue, que têm um bom potencial, estando a ENDIAMA a trabalhar para melhorar a prestação de ambas", anunciou, garantindo que o garimpo de diamantes "está com os dias contados”.

Quanto à mina do Furi, lembrou ser um projecto que vai aumentar os níveis de arrecadação de receitas fiscais no subsector dos diamantes e contribuir para a redução do desemprego na região. Deverá produzir, em média, 15 a 20 mil quilates/mês, podendo cada quilate ser comercializado a cerca de 300 dólares, o que representará uma facturação na ordem dos cinco a seis milhões de dólares/mês.

Conforme dados, estudos especializados indicam que o país está entre os principais produtores deste importante produto em África, quer em termos de quilates (4º lugar), quer em termos de valores (5º lugar).

Os diamantes representam, a par do petróleo, duas das principais fontes de receitas do Orçamento Geral do Estado, sendo que a sua exploração provém, em maioria (98 por cento), de depósitos de kimberlitos. As principais áreas de extracção de diamantes em Angola ficam na região Leste do país, precisamente nas províncias da Lunda Norte e da Lunda Sul.

Dados de 2020 apontam que Angola produziu, de Janeiro a Dezembro, 8,3 milhões de quilates. Em termos comparativos, isto representou uma quebra de 20 por cento das projecções.

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