Sociedade

Sector da Saúde em Luanda precisa de 2.280 médicos

Alexa Sonhi

Jornalista

Luanda precisa de 2.280 médicos, o triplo dos actuais 760 profissionais, para assegurar um atendimento condigno ao número de pacientes que acorrem, todos os dias, às unidades sanitárias, revelou, ontem, o director do Gabinete Provincial de Saúde.

26/09/2021  Última atualização 06H15
© Fotografia por: DR
Manuel Varela, que falava no acto provincial do Dia Nacional do Trabalhador da Saúde, ocorrido no Hospital Geral de Luanda, avançou que, actualmente, o sector a nível da capital do país tem um total de 14 mil funcionários, entre os quais os referidos 760 médicos e sete mil enfermeiros.

Os restantes trabalhadores pertencem às áreas de apoio hospitalar, mas o director do Gabinete Provincial da Saúde anunciou que, dentro dos próximos meses, a província vai beneficiar de um incremento na área dos Recursos Humanos para desafogar a agenda apertada dos vários profissionais.

Apesar do número reduzido de médicos, Manuel Varela considerou que o sector na província de Luanda tem estado a registar progressos, com a construção de hospitais, centros e postos de saúde com melhores condições tecnológicas, o que tem facilitado o atendimentos à população.

O director explicou que, desde o princípio da pandemia da Covid-19, um total de 1.037 profissionais de saúde foi infectado pela doença, sendo que 22 desses morreram, situação que prejudicou ainda mais o sector.
Na actividade de ontem, esses profissionais foram recordados. À entrada do Hospital Geral de Luanda depositou-se flores como símbolo de respeito a todos os que morreram vítimas da Covid-19.
 
Vacinação total

Quanto à prevenção da Covid-19, Manuel Varela assegurou que as estatísticas do sector indicam que todos os profissionais da Saúde de Luanda estão vacinados, o que os confere maior segurança no exercício da tarefa de salvas vidas.

No que toca à falta de medicamentos em algumas unidades de saúde, o director disse que é uma situação passageira, resultante da grande procura que os hospitais registam agora, embora haja a distribuição mensal regular da parte do Gabinete Provincial.

"Mas, além dessa quantidade dada pelo Gabinete Provincial, as unidades sanitárias também recebem orçamento, para que, sempre que possível, fazerem a aquisição directa dos medicamentos que estiverem a necessitar”, afirmou.


Ministério reconhece empenho


No Dia do Trabalhador da Saúde, uma homenagem ao médico e nacionalista Américo Boavida, que decorreu sob o lema "Trabalhadores da Saúde Comprometidos e Motivados Salvam Vidas”, o Ministério de tutela reconheceu o papel vital que esses profissionais desempenham para garantir um sistema de saúde funcional.

"Embora não devemos deixar de realçar os constrangimentos e desafios que enfrentam num ambiente de alta exposição ao risco, em que dia e noite dão o seu melhor para tratar de quem precisa, é notável a forma como se dedicam, com orgulho e empenho, para aliviar o sofrimento dos pacientes e manter o bem-estar de toda a população”, salienta a nota assinada pela ministra Sílvia Lutucuta.

Em função desse empenho, a ministra da Saúde manifesta o profundo respeito e reconhecimento e presta uma homenagem aos trabalhadores que perderam a vida e às famílias atingidas pela pandemia.

Apesar disso, Sílvia Lutucuta aponta que o processo de vacinação contra a Covid-19 dá uma renovada confiança, para apoiar o esforço nacional que visa debelar a pandemia e iniciar-se uma recuperação social e económica sustentada.


  Chefe de Estado enaltece dedicação de profissionais

O Presidente da República reconheceu ontem a dedicação e os sacrifícios consentidos pelos trabalhadores do sector da Saúde.
Em mensagem na rede social Twitter, João Lourenço dedica,”neste dia especial, uma palavra de reconhecimento aos trabalhadores da Saúde, pela dedicação ao trabalho e pelos sacrifícios consentidos quotidianamente, na missão de aliviar o sofrimento e salvar a vida dos pacientes”.

O Chefe de Estado escreveu ainda que "sem o vosso profissionalismo e espírito humanista, teria sido mais difícil enfrentarmos a pandemia da  Covid-19 e outras patologias”.

"A Nação agradece e se orgulha dos profissionais que temos”, concluiu o Presidente João Lourenço.

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