Política

Secretário-geral da OPEP destaca papel de Angola na organização

Adelina Inácio

O secretário-geral da OPEP, Haitham Al Ghais, destacou, terça-feira, o papel de Angola na organização dos Países Exportadores de Petróleo, com realce para as grandes oportunidades para o desenvolvimento da economia e do sector dos Petróleos.

30/11/2022  Última atualização 09H00
© Fotografia por: Santos Pedro| Edições Novembro
Haitham Al Ghais, que falou à imprensa no final de uma audiência concedida pelo Presidente da República, João Lourenço, disse que foi abordado, também, o estado do mercado internacional do petróleo, bem como assuntos relacionados com a indústria petrolífera em Angola.

Angola, acrescentou, é um membro muito importante para a organização e tem muitas oportunidades e projectos na área da refinação e pretende aumentar a produção e a logística, e tem um bom futuro de crescimento e de cooperação com os países vizinhos.

"Angola para a OPEP é um membro muito importante e já ocupou por duas ocasiões a presidência da nossa organização, em 2009 e 2021, este último um ano muito difícil devido à pandemia e de outros problemas relacionados à demanda do petróleo, fornecimento do petróleo, sendo uma época que tivemos que tomar decisões muito duras e essas decisões foram muito importantes para melhorar o estado internacional de petróleo", explicou.

Haitham Al Ghais encontra-se em Angola para participar na terceira edição da Conferência e Exposição Angola Oil & Gas 2022, um evento cujo principal foco é garantir a captação de novos investimentos e impulsionar o desenvolvimento sustentável em toda a cadeia da indústria petrolífera nacional.

O responsável da OPEP salientou que a conferência abordou temas importantes com destaque para as oportunidades de investimento. Para o secretário-geral, a OPEP vê que o petróleo vai continuar a ser muito importante e faz parte de quase 30 por cento da mistura da energia global até 2045.

"Na conferência, foi muito discutida a importância do investimento principalmente em África e sobre a transição energética. Tem que ser uma transição que toma conta da transição da África e do mundo. Sabemos que há quase seis milhões de pessoas sem energia em África e isso não pode continuar. Por isso é que a transição na energia tem que ser justa e toma conta das necessidades de todo o mundo”, concluiu.

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